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Sem pilha, Palmeiras se salva com Weverton

Juca Kfouri

02/11/2019 20h53

Impressionante o Palmeiras.

Teve paciência para apertar o Ceará até fazer 1 a 0, em jogada de Mayke pela direita, bola dividida entre a zaga e Felipe Melo e rebote de Zé Rafael para fazer 1 a 0, aos 17 minutos.

Aí nem foi que o time tenha recuado para garantir a vantagem como fazia com Felipão.

Mas tirou o pé, abusou da lentidão e viu o Ceará crescer a ponto de desperdiçar um pênalti cobrado por Bergson e defendido por Weverton, aos 40', e, aos 42', em passe de Felipe Silva e cabeceio de Valdo, outra chance clara de gol.

A impressão era a de que Mano Menezes havia conseguido tirar o excesso de pilha do time, o que é positivo, mas dado um sonífero.

O Ceará dava mais trabalho que o São Paulo no meio da semana.

Incrível porque o Palmeiras faz, como se sabe, campanha de campeão, com 70% de aproveitamento, mas com futebol que não encanta nem desencanta.

Mayke saiu aos 14', para Jean entrar.

Aos 18', Weverton evitou o empate outra fez em chute de Felipe Silva, que infernizava a defesa alviverde.

Lucas Lima no jogo, Gustavo Scarpa fora, aos 20'.

A casa verde sofria com o desfalcado Ceará de Adilson Batista. Francamente!

Aos 25', Henrique Dourado substituiu Deyverson.

Percebendo que dava para buscar coisa melhor, o poupado Ricardinho entrou no lugar de Fabinho.

Para variar, Dudu era o único capaz de despertar a torcida.

E de escanteio batido por ele, aos 32', Gustavo Gómez cabeceou no travessão, maior emoção do segundo tempo até que, no minuto seguinte, Weverton fez uma defesa que não está escrita em gibi nenhum, para evitar o empate de Samuel Xavier, à queima-roupa.

Sim, o Ceará merecia o empate, mas Weverton joga no Palmeiras e não ganha para fazer justiça aos adversários.

29.019 torcedores ainda viveram momentos de apreensão com um gol cearense anulado pelo VAR, daqueles que só a tecnologia para ver e assim mesmo causa polêmica, aos 42'.

Fato é que o Palmeiras sofreu até o fim.

Porque, acredite, aos 50', Weverton pegou mais uma bola dificílima, em arremate de Leandro Carvalho.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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