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Para o Corinthians, coçar e empatar é só começar

Juca Kfouri

17/11/2019 19h49

O primeiro tempo de Corinthians x Inter no Beira-Rio, quer dizer, em Itaquera, com 29.159 pagantes, foi como se fosse disputado em Porto Alegre.

Só deu Inter, embora com apenas uma defesa de Cássio, em sete chutes a gol.

Já o Corinthians manteve sua média: chutou apenas uma vez e sem incomodar Marcelo Lomba.

E olhe que precisar ganhar quem precisava mesmo era o Alvinegro.

Clayson veio para o segundo tempo no lugar de Ralf, prova de que, ao menos, Dyego Coelho entendia o que estava em jogo.

Mas, com 38 segundos do tempo final, Rafael Sóbis só não abriu o placar porque Gil travou na hora agá.

Aos 2 minutos, William Pottker chutou na rede pelo lado de fora.

O jogo lembrava o Dérbi no Pacaembu, razão pela qual o Colorado só precisava tomar cuidado para não deixar o Corinthians achar um gol, como fez nos acréscimos diante do Palmeiras.

Verdade que entre o quarto e o sexto minutos o Corinthians deu um certo sufoco, para despertar a Fiel.

Aos 11', em contra-ataque gaúcho, Fagner tirou o pão da boca de Pottker.

Mas, enfim, tinha jogo, porque o Corinthians começou a fazer valer estar em casa.

O jogo se transferia de Porto Alegre para São Paulo.

Aos 24', Boselli perdeu um gol incrível e imediatamente Zé Ricardo chamou Guerrero e Nico López para o jogo, nos lugares de Pottker e Sóbis.

Coelho respondeu com Vagner Love no lugar de Mateus Vital.

Sim, muito bem, os dois técnicos queriam ganhar.

Gustagol no lugar de Boselli, machucado, aos 32'.

O Corinthians ia empatando pela 14ª vez e empatava com o Cruzeiro como os maiores empatadores do Brasileirão.

Palmeiras, São Paulo e Bahia vêm a seguir, com 11 empates cada um.

Nonato no lugar de D'Alessandro, esfalfado, foi a última troca gaúcha, aos 39'.

Para ser justo, só dava Corinthians.

Mas fazer gol é coisa misteriosa para o Alvinegro, apenas 36 em 33 jogos.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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