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Lincoln é o nome da Nação!

Juca Kfouri

07/11/2019 22h01

Botafogo e Flamengo mais brigaram que jogaram no primeiro tempo no Nilton Santos pela Libertadores, quer dizer, pelo Brasileirão.

Desesperado, o Glorioso compensava na força o que lhe falta na bola.

Jogou na base do "caça ao homem", segundo Jorge Jesus, e com a complacência do assoprador de apito.

E o líder parecia surpreso com o ânimo do rival, tanto que demorou a botar a cabeça no lugar e criar chances de gol.

Daí não ter sido estranho que o primeiro tempo, truncadíssimo, terminasse sem gols e sem graça, com os massagistas trabalhando mais que os jogadores.

Chance de gol mesmo houve uma, salva por Pablo Marí.

Provavelmente Jorge Jesus faria o Flamengo voltar diferente embora sentisse falta de Arrascaeta, que se machucou no treino.

O uruguaio fazia mais falta hoje do que Gabigol no domingo.

De todo modo o time voltou melhor e aqueceu o segundo tempo a ponto de, aos 8 minutos, perder Luís Fernando, expulso, ao segurar Bruno Henrique.

Começava a contagem regressiva para o gol rubro-negro e para o alvinegro segurar o empate.

Aos 23', Marí faria o gol dos oito pontos, mas a bola bateu em Gatito e saiu.

Em seguida o goleiro salvou gol de Gabigol com a ponta dos dedos.

A blitz era terrível e, aos 25', eram dez os escanteios para o Flamengo contra apenas um botafoguense.

Vitinho desperdiçou chance incrível aos 27'.

O Flamengo mostrava um certo nervosismo diante da resistência heróica que encontrava turbinada pela torcida no Nilton Santos, com mais de 23 mil torcedores.

Aos 32', Lincoln no lugar de Vitinho.

E aos 44', Bruno Henrique deu na medida para o predestinado Lincoln fazer o gol dos oito pontos.

Na bola e na raça, segue o líder!

Quem segura?

E o tempo fechou no fim quando Jorge Jesus fez gestos para Joel Carli, que mais provocou do que jogou e deveria ter sido expulso.

O Botafogo está na ZR e o Cruzeiro não.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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