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E o massacre rubro-negro foi inevitável

Juca Kfouri

03/11/2019 18h15

Quando o jogo começou no quente gramado do Maracanã era como se fosse uma competição entre carros da Fórmula 1 e caminhões da Fórmula Truck.

Só que embora sem imaginação, e apenas na base do esforço, o time mais pesado foi o que criou a única chance de gol de todo o primeiro tempo até o Flamengo abrir o placar, com o caminhoneiro Gustavo exigindo boa defesa de Diego Alves, a única do jogo, embora a posição do atacante parecesse irregular.

Mas, no fim, Everton Ribeiro fez um lançamento primoroso para De Arrascaeta que, ao dividir com Cássio, foi tocado na área.

Bruno Henrique fez 1 a 0 ao pegar o rebote do pênalti que ele mesmo bateu e o goleiro defendeu.

Como foi primoroso o de Gerson para Bruno Henrique fazer 2 a 0 em seguida.

Assim terminou a etapa inicial, resultado cruel para Gil, o zagueiro corintiano que fazia um jogo extraordinário.

Vitinho entrou e Reinier ficou no vestiário.

Com 72% de posse de bola, aos 45 e 47 minutos, o líder liquidou o clássico.

Ao palmeirense restou desligar a TV e ir fazer outra coisa, mas pelo menos com a satisfação de ver o arquirrival completar oito jogos sem vitória.

Ao corintiano só a esperança de não levar a prevista goleada.

Esperança que não durou 20 segundos, tempo que levou para Bruno Henrique fazer 3 a 0, em novo lançamento de Everton Ribeiro, em chute cruzado, preciso.

Reavivada quando Mateus Vital cabeceou entre as pernas de Diego Alves, aos 7', em cruzamento de Pedrinho.

O Maracanã não diminuiu o som da festa e Vitinho, aos 21', tratou de estabelecer a goleada, com um golaço de pé esquerdo.

Janderson substituiu Ramiro, Michel entrou no lugar de Fagner lesionado e Cássio se machucou dando lugar a Caíque.

Os veteranos saíam antes do massacre se consumar.

Registre-se que Gil permanecia com atuação impecável.

E luxo é luxo.

Diego entrou no jogo aos 33', no lugar de Arrascaeta e Rodinei substituiu Rafinha.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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