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Coelho descobre Boselli e vence na estreia

Juca Kfouri

06/11/2019 20h47

Na Arena Corinthians às moscas, porque torcedor brasileiro abandona seu time sem cerimônia, o primeiro tempo entre Corinthians e Fortaleza valeu apenas pelos dois gols, um de cada lado.

O primeiro dos cearenses, com Romarinho (não confunda com o herói da Bombonera), aos 30 minutos, em contra-ataque mortal.

Dois minutos depois, Danilo Avelar avançou aos trancos e barrancos, a bola sobrou para Pedrinho chutar torto de fora da área, mas, para sorte alvinegra, acabou nos pés de Boselli que empatou.

O domínio era corintiano, mas estéril.

Dyego Coelho deu liberdade a Pedrinho e escalou Janderson como titular.

Rogério Ceni poupou boa parte do seu time pensando no clássico do fim de semana contra o Ceará.

Antes do terceiro minuto o Corinthians virou.

E aí em belíssimo lance.

Pedrinho driblou na intermediária e deu para Janderson botar a bola na cabeça de Júnior Urso para fazer 2 a 1.

No minuto seguinte, Walter fez excelente defesa e evitou o empate em chute de Osvaldo.

Mas, aos 6, depois de outra grande defesa do substituto de Cássio, em chute desviado de Romarinho, Juninho ficou com o rebote, foi à linha de fundo e Kieza empatou de cabeça, ao chegar na bola antes de Gil: 2 a 2.

O começou da etapa final prometia novas emoções.

E o Fortaleza se deu conta de que não tinha por que ficar satisfeito com o empate e foi para cima do anfitrião.

Aos 18', Felipe, de fora da área, exigiu nova defesaça de Walter.

Os visitantes queriam vencer e jogavam para tanto.

Aos 23', Clayson substituiu Mateus Vital.

E rapidinho como Coelho gosta, Clayson foi à linha de fundo, cruzou e Boselli subiu para cabecear e fazer 3 a 2.

A última vez em que o Alvinegro havia feito três gols foi em 28 de julho, no Castelão, exatamente contra o Fortaleza, com gols de Boselli, Pedrinho e Danilo Avelar, além de gol contra de Manoel.

Registre-se que o placar mais justo era mesmo o empate.

Ramiro substituiu Urso, aos 35'.

O Fortaleza não dava refresco e ganhava todas as bolas pelo alto na área corintiana.

Digna de nota a organização do time de Rogério Ceni como testemunhavam apenas 22.218 fiéis em Itaquera.

Que viram Gustagol, feito por Ceni, substituir o aplaudido Boselli, que Carille, estranhamente, não soube aproveitar.

Aos 48', Pedrinho perdeu daqueles gols inacreditáveis, que liquidaria a fatura.

Depois de jejum de oito jogos, o Corinthians vencia.

Sábado tem Dérbi no velho Pacaembu.

O Palmeiras é muito favorito.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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