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Timão traz os pontos que buscou em Chapecó

Juca Kfouri

02/10/2019 21h07

Justiça se faça, o Corinthians não se acovardou em Chapecó.

Foi para cima desde o começo do jogo sob chuva e gramado pesado.

Não correu nenhum tipo de risco, a não ser com um chute de fora da área de Everaldo, aos 28 minutos, que Cássio teve de mandar a escanteio com a ponta dos dedos.

Mas também não foi capaz de fazer o goleiro Tiepo trabalhar nem sequer uma vez em 30 minutos de jogo.

À medida que o jogo transcorria as poças apareciam no gramado, a chuva apertava, e o futebol desaparecia.

Um time esperava o erro do outro.

E dava pena dos torcedores que foram à Arena Condá, ficaram ensopados e não viram nadica de futebol.

A esperança era o segundo tempo.

Quem sabe se a chuva daria um sossego e o futebol apareceria?

Só que ela continuou igual, assim como a Chape, embora o Corinthians tenha mudado, ao voltar com Sornoza no lugar de Júnior Urso, para atacar, para chutar de longe, para uma eventual bola parada.

Digamos que o Corinthians não tem dado sorte em seus últimos jogos, na altitude de Quito, no calor da manhã em Itaquera e sob chuva forte em Chapecó.

Como com 15 minutos o jogo seguia sem atar nem desatar, Carille fez outra troca correta: tirou o leve Pedrinho e pôs o pesado Gustagol, em busca de uma jogada aérea ou de força.

Desempenho não estava mais em questão, apenas os três pontos estavam.

E, aos 17, Clayson bateu escanteio pela direita para Danilo Avelar cabecear e abrir o placar: 1 a 0.

A Chape estava diante do duro desafio de fazer um gol na melhor defesa do Brasileirão.

Duro mesmo porque quando a defesa falha aparece Cássio.

Aos 25', em sequência, o goleiro pegou dois chutes à queima-roupa, de Renato Kaiser e de Camilo, embora o primeiro estivesse impedido, algo não assinalado, mas que não passaria pelo VAR caso o gol tivesse acontecido.

O Corinthians permanecia no quarto lugar, chegava ao clube dos 40 com o mesmo número de pontos do Santos e quatro a mais que o Inter, seu mais direto perseguidor ao lado do Bahia.

O fim do jogo caminhava para aquilo de sempre com o Corinthians.

O time segurando o resultado e sendo agredido por rivais que não deveriam assustá-lo, mas assustam.

Contra o Vasco, nos acréscimos, Cássio salvou a lavoura.

Hoje salvou mais cedo, diante de mais de 5 mil encharcados torcedores.

A Chape é ruim de doer e receberá o líder Flamengo no domingo pela manhã, sob risco de tomar uma surra de criar bicho, mesmo sem Gabigol, suspenso.

O menino Janderson substituiu Vagner Love, aos 42'.

E tome, se não sufoco, mas domínio da Chape.

Que segue freguesa do Corinthians e deve cair pela primeira vez nesta temporada.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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