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Santos reassume vice-liderança e Flamengo agradece

Juca Kfouri

09/10/2019 23h19

No primeiro turno, no Pacaembu, em 19 minutos o Palmeiras fez 2 a 0 no Santos e depois dobrou o placar no segundo tempo.

Pois hoje, em 16', o Santos fez os mesmos 2 a 0 com Gustavo Henrique, aos 13', de cabeça, aproveitando cruzamento de Sanchez em cobrança de falta, e com Marinho, ao pegar rebote do goleiro Jailson, depois de chute de Sasha, na Vila Belmiro com 11.408 torcedores.

O Santos simplesmente não permitia respiro ao rival e mesmo sem Soteldo mandava no jogo.

Como desgraça pouca é bobagem, o Alviverde perdeu Luiz Adriano, aos 24', e Carlos Eduardo teve de ir para o jogo.

Só Dudu dava algum trabalho à defesa praiana, muito firme.

O jogo cumpria com o que prometera, em clima de decisão e o Santos assumia a vice-liderança, pelo número de vitórias.

Ficava a cinco pontos do líder Flamengo que, no entanto, jogará amanhã, em casa, contra o Galo, com tudo para manter os oito pontos de vantagem.

Mano Menezes conhecia sua primeira derrota e parecia impotente à beira do gramado.

Jorge Sampaoli jogava com o seu time e fazia a alegria do xará rubro-negro.

Era óbvio que o Palmeiras tentaria fazer no segundo tempo o que não fizera no primeiro e tratou de ir à frente.

Já o Santos parecia não ter o mesmo preparo físico e procurava cadenciar o jogo, fora de seu estilo agressivo.

Quando o segundo tempo chegou aos 10 minutos deu saudades dos primeiros 45.

O menino santista Taílson jogava bem, sério e ousado.

O Santos trocava passes sem objetividade e, estranhamente, o Palmeiras assistia, conformado.

Zé Rafael no lugar de Gustavo Scarpa, aos 16'.

Aos 19', adivinhe quem recebeu cartão amarelo e está suspenso?

Outra sensação que o jogo dava era a de que o Santos sabia exatamente o significado do jogo e o Palmeiras não.

Os santistas brigavam pela bola como pelo prato de comida enquanto os palmeirenses estavam de barriga cheia.

Para piorar, paradoxalmente, Willian foi expulso de campo por uma entrada excessivamente forte, aos 27'.

Até o empate passou a depender de milagre.

Desabou uma baita chuva na Vila e o menino Tailson deu lugar a Lucas Venuto, aos 34'.

A sorte alviverde foi a de que o Santos optou pela prudência em vez de buscar a devolução da goleada do turno.

A TV flagrou uma clara bronca de Mano Menezes num constrangido Gustavo Scarpa, no banco. Isso 20 minutos depois que o jogador tinha sido substituído.

O jogo terminou com o Palmeiras correndo atrás de um olé de mais de dois minutos, a ponto do árbitro terminar o jogo aos 45'.

Restará aos palmeirenses torcerem pelo Galo amanhã.

Aos santistas fica um milhão de motivos para festejar que, nestas alturas do campeonato, o time muito mais barato é o vice-líder.

E aos técnicos brasileiros permanece a necessidade de refletirem por que dois treinadores estrangeiros lideram o Brasileirão, um com grande elenco, outro nem tanto.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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