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Sadio e Mané

Juca Kfouri

10/10/2019 10h58

Durante oito minutos a Seleção Brasileira jogou razoavelmente, até que Gabriel Jesus enfiasse ótima bola para Roberto Firmino abrir o placar contra Senegal.

Daí por diante o estádio Nacional de Singapura, mais vazio que cheio (20 mil torcedores onde cabem 55 mil..), viu a equipe africana ser mais contundente, mais rápida, finalizar sete vezes contra apenas duas finalizações brasileiras e empatar o jogo, em pênalti sobre Sadio Mané, aos 45'.

Enquanto o Brasil jogou futebol velho e enfadonho, o craque africano mostrou-se sadio na ousadia e Mané no drible, ao deixar Daniel Alves e Marquinhos na saudade até ser derrubado pelo ex-corintiano.

Com Everton Cebolinha no banco e Neymar capaz de perder um gol cara a cara com o goleiro, em passe de Firmino, já nos acréscimos, o primeiro tempo terminou triste para o Brasil.

Quando o segundo tempo começou outra vez a Seleção pareceu melhor, mas logo Senegal retomou o comando da bola e do jogo.

Tite resolveu tirar Firmino e botar o Cebolinha no jogo, aos 13', e Matheus Henrique entrou no lugar de Arthur, aos 22'.

Aos 26', saiu Philippe Coutinho e entrou Richarlison.

Aos 30', no jogo de número 100 com a camisa da Seleção, Neymar seguia sem jogar nada que justificasse seus privilégios.

Aos 33', Renan Lodi substituiu o fraco Alex Sandro.

Tantas mexidas também do lado africano causaram prejuízos claros ao nível do jogo, constantemente interrompido.

Quando a partida tinha um pouco de sequência era o Senegal que prevalecia, fazendo o goleiro Ederson trabalhar.

No 36º jogo da Seleção contra uma equipe africana, o Brasil empatava pela primeira vez, com 34 vitórias e uma derrota, para Camarões, em 2003, gol de Samuel Eto'o.

Aos 42', Richarlison teve a chance de evitar a terceira partida sem vitória da Seleção, mas desperdiçou.

Nova atuação deprimente do Brasil que volta a campo no domingo, às 9h, contra a Nigéria.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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