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Roger Machado se dá bem na Arena Grêmio

Juca Kfouri

16/10/2019 21h10

O gremista não vai aos jogos do Brasileirão porque não ganha o torneio ou não ganha o torneio porque não vai aos jogos do Brasileirão?

Seja qual for a resposta, a Arena Grêmio estava vazia e deixou de ver um ótimo primeiro tempo, embora melhor para o Bahia que para o Grêmio.

Apenas 13.614 torcedores num jogo que poderia valer o G4 é simbólico.

Renato Portaluppi, que ou interpreta a alma do torcedor ou fez com que ele deixasse de gostar do Brasileirão, saiu para o intervalo fulo da vida com seu time, embora devesse reconhecer que o de Roger Machado pintou e bordou, menos com a bola, mas muito mais perigoso.

Em jogo agradabilíssimo de se ver, mesmo sem gols, mas com os goleiros trabalhando muito e a iminência da abertura do placar permanentemente presente.

A braveza de Portaluppi revelava uma certa arrogância.

Porque diferentemente do que fez o Corinthians em Porto Alegre, o Bahia não estava em busca simplesmente de empatar, tanto que Paulo Vitor teve de fazer defesas muito mais difíceis que Douglas.

Na verdade, se em vez de Guerra o Bahia tivesse Paz em seu time teria feito pelo menos dois gols, um em cada tempo, que não saíram porque o venezuelano tomou decisões erradas em contra-ataques mortais do tricolor baiano.

Até que Léo Moura fez pênalti em Marco Antônio, que entrou no lugar de Guerra, aos 40 minutos, e Arthur Caike fez 1 a 0.

Justo, diga-se de passagem, pelo que fez o Bahia fora de casa para alegria de corintianos e são-paulinos.

E Renato Portaluppi deve apenas cumprimentar humildemente seu antecessor.

Não conseguiu entrar na defesa baiana como gostaria e ainda tomou um montão de contra-ataques.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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