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Reizinho Pelé, Neuzinha, a primeira namorada, e a Romiseta

Juca Kfouri

22/10/2019 16h32

Por ROBERTO SALIM*

"Parou guerras na África, fez mais de mil gols, marcou oito numa só partida, fez gols dando chapéus em sequência na Rua Javari, atravessou o Maracanã driblando todo o Fluminense, foi tricampeão mundial com a Seleção"

Tem muita história do Pelé.

Mas do Edson, do Dico, tem mais ainda.

Ele faz 79 anos nesta quarta-feira, dia 23 de outubro.

Quando o Rei do Futebol completou 70 anos, a ESPN Brasil fez uma série muito charmosa e cheia de pequenas histórias: "Setenta Vezes Pelé".

Deu muito orgulho fazer parte da equipe de reportagem que realizou a série.

Viagens pelo passado, pelos primeiros gols em Bauru, pelo apelido ganho em São Lourenço, onde ele tentava imitar o goleiro do time de Dondinho: um tal de Bilé.

"Voa, Bilé", dizia o pequeno Edson, jogando bola em casa e imitando o goleiro da equipe de seu pai.

Claro: Dico virou Bilé, que virou Pelé.

Que se tornou o maior jogador do mundo e na Copa da Suécia, em 1958, começou a trilhar um caminho inigualável pelos campos de futebol.

Parou guerras na África, fez mais de mil gols, marcou oito numa só partida, fez gols dando chapéus em sequência na Rua Javari, atravessou o Maracanã driblando todo o Fluminense, foi tricampeão mundial com a Seleção.

Ganhou prêmios e mais prêmios.

Suas 79 primaveras inspiram muitos contos, casos e estatísticas.

Pois a história de que mais gosto e, na minha opinião, mais une o Rei com o menino de Três Corações me foi contada na tal série "Setenta Vezes Pelé".

Quem me contou foi a Neuzinha, lá em Bauru.

Muitos dizem que ela foi sua primeira namorada.

Teve gente que me falou que ele gostava mesmo era da Samira, que morava perto de sua casa.

Mas voltemos à "japonesa" Neuzinha.

Depois de relutar em dar entrevista, ela concordou.

E me contou que depois da Copa da Suécia o menino Pelé, de 16 anos, voltou a Bauru para ser homenageado.

"Pelé ganhou uma Romiseta e depois da festa me convidou para dar uma volta pela cidade."

O ano era 1958.

Pelé ainda não tinha carteira de habilitação.

"Então, ele pediu para um amigo dirigir e nós fomos em três dar uma volta pela nossa Bauru."

Três na Romiseta.

Menina Neuzinha emocionada.

Menino Pelé campeão do mundo.

Nossos parabéns ao Rei Pelé.

"Publicado originalmente no "Ultrajano".

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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