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O campeonato do Palmeiras não é o mesmo do Flamengo

Juca Kfouri

27/10/2019 19h36

É claro que o Palmeiras foi jogar na Ressacada, com 8.815 pagantes,  sabendo que os três pontos eram obrigatórios diante do lanterna Avaí.

E mandou no jogo como quis, correndo apenas um risco, quando Dudu recuou mal uma bola e não fosse a defesa de Weverton o Alviverde teria saído atrás, porque Jonathan quase fez 1 a 0.

Mas só os paulistas martelavam, com absoluto domínio de mais de 70% de posse de bola, mas incapaz de obrigar mais do que poucas intervenções do goleiro Vladimir.

A verdade é que o Palmeiras nos enganou a todos, ao contratar mais grifes que talentos.

À medida que o tempo passava, e o gol não saía, o que se ouvia era Mano Menezes cada vez mais pistola.

Só Dudu tentava jogadas um contra um porque os demais demoravam demais com a bola nos pés, incapazes de tocar de primeira ou de dar intensidade ao jogo.

Aí, aos 46', Jonathan obrigou Weverton a se virar outra vez.

Em matéria de defesas difíceis estava 2 a 1 para Weverton.

Aos 49', Vinicius Araújo perdeu gol na cara do goleiro alviverde.

Pode?

Primeiro tempo abaixo da crítica.

Enquanto isso, o Flamengo se aquecia no Maracanã para enfrentar o CSA…

Chovia em Floripa quando o segundo tempo começou.

No quinto minuto do segundo tempo em Santa Catarina, chegou a primeira notícia do Rio de Janeiro: gol do Flamengo, aos 9 minutos de jogo.

A vantagem de dez pontos passava a 12…

Aos 8, Deyverson subiu na cobrança de escanteio por Lucas Lima pela esquerda e fez 1 a 0 para a diferença voltar aos dez pontos. Menos mal.

Três minutos depois Dudu acertou o travessão.

A bronca de Mano no intervalo deve ter sido gigantesca.

Hyoran no lugar de Carlos Eduardo e Gustavo Scarpa no lugar de Lucas Lima, aos 19', sob dilúvio.

Aos 23' o gramado estava impraticável, mas o jogo seguia.

Virou pelada, destruir era fácil, construir impossível.

Aí, Felipe Melo fez graça na frente da área e Weverton fez pênalti em Felipe Araújo, convertido por João Paulo, aos 33': 1 a 1.

Felipe Melo é mesmo um fenômeno!

O Palmeiras teria de driblar a defesa catarinense e as enormes poças d'água.

E Deyverson sofreu pênalti num lance em que subiu água como se fosse a pororoca, mas a bola não foi tocada e o atacante, aparentemente, sim. Como as aparências enganam, o VAR deveria ter ficado na dele, na decisão do juiz em campo, que não marcou o pênalti.

Scarpa fez 2 a 1, aos 40'.

O maluco Deyverson salvava o irresponsável Felipe Melo num jogo não menos insano.

E Henrique Dourado substituiu Deyverson, porque o chute que ele levou não foi mole.

O vice-líder se livrava de vexame como contra a Chapecoense.

Mas não disputa o mesmo campeonato que o Flamengo.

A diferença é abissal.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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