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Mosqueteiros não acertam o alvo

Juca Kfouri

05/10/2019 20h55

Só havia uma dúvida na Arena Grêmio: quando sairia o gol do Grêmio?

Não que fosse uma pressão avassaladora, mas a suficiente para deixar permanente a sensação de iminência da abertura do placar.

Com Maicon no meio de campo o tricolor gaúcho é outra coisa.

O Corinthians até que, no comecinho do jogo, pareceu querer jogar de igual para igual, mas logo se deu conta de que não poderia.

E tratou de sofrer, algo que sabe fazer.

Sorte do Corinthians que Diego Tardelli não estava em campo, mas André.

E a resposta ficou para o segundo tempo.

O primeiro foi de um time só.

O Corinthians corria o risco de Renato Portaluppi voltar com Tardelli.

Mas não voltou.

Ninguém mexeu, embora Fábio Carille não tivesse mesmo muito com o que mexer.

E o segundo tempo começou exatamente como o primeiro terminou: com o Grêmio rondando a área alvinegra e a defesa corintiana resistindo bravamente.

Até quando?

Mas não é que em sete minutos deu duas pontadas na área gremista?

A TV mostrou Carille com um ar de quem diz: "Aqui é Corinthians!".

O Grêmio errava muito ao tentar entrar pelo meio da defesa paulista, onde Ralf, Manoel e Gil são barreira dura de atravessar.

Estranhamente Everton era pouco acionado pela esquerda.

Porque a verdade era a de que Cássio pouco trabalhava.

Paulo Victor, então, zero, diante de 16 mil torcedores.

Aí, aos 17 minutos, Clayson saiu e Boselli entrou.

Carille queria ganhar?

Aos 20', a primeira defesa de Paulo Victor, em cabeçada colocada do argentino.

A troca talvez tenha despertado o banco gaúcho que providenciou a tardia entrada de Tardelli, no lugar do malemolente André, aos 22'.

A tempo de ver Fagner quase abrir o placar, na melhor oportunidade da partida, em chute cruzado bem neutralizado pelo goleiro gremista.

Em seguida, Sornoza deu o primeiro gol para Everton, que chutou acossado e perdeu o gol, em desvio a escanteio não observado pelo assoprador de apito.

O Cebolinha reclamou com razão e recebeu o terceiro cartão amarelo. Durma-se!

Aos 29', Maicon saiu aplaudido e entrou Thaciano.

Faltavam 15 minutos e a perguntava mudava: o Grêmio não vai fazer nem um golzinho?

Para o Corinthians estava de bom tamanho.

Pepê no lugar de Léo Moura, aos 32', e Jadson no de Vagner Love.

A troca gremista se justificava plenamente. A do Corinthians nem por isso.

Em Itaquera os Mosqueteiros empataram sem gols.

Repetiam a dose em Porto Alegre quando o jogo chegou aos 40'.

24º empate na história de 36 vitórias gaúchas e 32 paulistas.

No Brasileirão, 15º, com 28 triunfos tricolores e 20 alvinegros.

Janderson ainda foi para o jogo no lugar de Mateus Vital, aos 41'.

Quando os Mosqueteiros guardaram suas armas havia um ar de indisfarçável decepção na Arena Grêmio.

Para o Corinthians, que permanece em quarto lugar, foi bom.

Para o Grêmio, muito ruim.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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