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Flamengo, o visitante que joga como anfitrião

Juca Kfouri

06/10/2019 12h57

Aos 34 minutos, na Arena Condá, Bruno Henrique, de cabeça em cruzamento de Vitinho, fez o gol que o Flamengo buscou desde o primeiro segundo de jogo mesmo como visitante.

Porque o Flamengo joga fora como em casa, coisa que até o Grêmio aprendeu.

Sem Felipe Luís, De Arrascaeta e Gabigol, o Rubro-Negro se impôs não só porque tem um time 20 patamares acima da Chapecoense, mas porque segue fielmente o que Jorge Jesus determina.

Melhores que a Chape são quase todos os times do Brasileirão, mas, em regra, se acovardam como visitantes.

Na verdade o 1 a 0 não exprimiu o que foi o primeiro tempo pelo que o time carioca fez antes e depois do gol.

Mas ainda tinha o segundo tempo para aumentar o placar.

E foi o que o líder do Brasileirão buscou desde o começo da etapa final, embora tenha corrido o risco do empate num raro ataque dos anfitriões aos 8 minutos, em chute por cima de Régis.

Berrío substituiu Reinier aos 13'.

O segundo gol insistia em não sair, o goleiro Tiepo se virava e ficava no ar o sentimento de que o acaso poderia aprontar uma surpresa.

Na altura da metade do derradeiros 45 minutos era visível que o desagaste do jogo em Porto Alegre no meio da semana cobrava seu preço.

Mesmo assim o Flamengo não corria riscos e ameaçava ampliar.

Piris da Motta no lugar de Vitinho, aos 30'.

O 1 a 0 não expressava a diferença de desempenho no jogo, com bolas na trave mandadas por Bruno Henrique e Pablo Mari, uma em cada tempo, nem a diferença de pontos entre o primeiro e o último colocados, 52 a 15.

As duas trocas de Jorge Jesus não surtiram efeito, ao contrário, diante de 12.152 torcedores, recorde neste ano na Arena Condá.

Lucas Silva também entrou, no lugar de Berrío, machucado, aos 47', quando ainda haveria dois minutos de acréscimos.

O resultado magro provavelmente despertará a tosca veia irônica do presidente do Corinthians, que também venceu por 1 a 0 em Chapecó na quarta-feira passada.

Mas o placar moral foi 4 a 0.

O Palmeiras que trate de manter os três pontos de diferença contra o Galo.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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