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Palmeiras é o segundão, mas jogando uma bolinha

Juca Kfouri

14/09/2019 20h53

O jogo não havia chegado aos sexto minuto quando Weverton fez duas defesas de tirar o chapéu, em chute de fora da área de Pedro Rocha e no rebote de David.

Pode contar como gol do Palmeiras.

O Cruzeiro de Rogério Ceni mostrava que não jogaria recuado como nos tempos de Mano Menezes e o Palmeiras precisava mostrar, com Mano Menezes, que não jogaria igual à época de Felipão.

Mas daí em diante o jogo não atou nem desatou. Não que tenha sido ruim, mas também bom não foi.

Até que, já nos acréscimos, aconteceu aquele gol que todo time ameaçado pelo rebaixamento costuma sofrer; o miolo de zaga mineiro bateu cabeça e Bruno Henrique se aproveitou da sobra de bola para estufar a rede de Fábio: 1 a 0 e o Palmeiras foi para o vestiário como vice-líder do Brasileirão, a três pontos do Flamengo.

Já o Cruzeiro seguia como o último antes da ZR e, se ao menos não empatasse, teria de torcer para o Fluminense amanhã não ganhar do Corinthians, em Brasília.

Quem diria que com o elenco que o Cruzeiro tem estaria nessa situação?

Aquele que vampirizam o clube diriam…

Gosto de ver mesmo só Dudu dava, mas o Palmeiras levava na maciota a vantagem obtida na etapa inicial.

Até que, aos 20', Rogério Ceni que amargava sua sexta derrota na arena palmeirense, a terceira como técnico, sem ver seus times São Paulo, Fortaleza ou Cruzeiro, marcar um golzinho sequer, sacou David e pôs Thiago Neves, aos 20'.

Só que nada autorizava que aconteceria um tento mineiro, ao contrário da expectativa em torno do segundo gol palmeirense.

Aos 23', Felipe Melo, surpresa!, recebeu cartão amarelo.

Fred saiu, entrou Sassá, aos 25'.

Borja entrou, Luís Adriano saiu, aos 26'.

Egídio também entrou para saída de Rafael Santos.

Mas Jota Júnior deu uma informação preocupante: o Palmeiras levantara 20 bolas na área em 75 minutos de jogo!

E aproveitou só uma!!!

Uai, o Felipão estava no banco?

"Ah, mas não dá para mudar assim, da noite para o dia", alguém dirá.

É verdade, embora Jorge Jesus tenha mudado.

Mano Menezes sacou Willian e pôs Zé Rafael, aos 32'.

Scarpa saiu, Lucas Lima entrou e nada mudou.

E o jogo foi se arrastando, se arrastando, até que acabou para alegria de 35.578 torcedores.

Mano Menezes ganhou seu nono ponto em três jogos, pôs o time em segundo lugar, mas há de saber que com esse futebolzinho não dá nem para o começo com o Flamengo.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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