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O absurdo do horário no futebol feminino

Juca Kfouri

22/09/2019 19h30

CBF e Band se acertaram para transmissões do Brasileirão de futebol feminino.

Segundo o blog apurou, a CBF utilizou verba do legado da Copa do Mundo para financiar as transmissões.

Para adequar à sua grade, a Band estabeleceu o horário absurdo das 14 horas e a CBF concordou.

Hoje, em Araraquara, Ferroviária e Corinthians começaram a decidir o campeonato e o jogo terminou 1 a 1, com temperatura na casa dos 35º no gramado da Fonte Luminosa.

A goleira da Ferroviária, Luciana, passou mal, desfaleceu e sua pressão chegou a 18 por 10. O jogo ficou paralisado por nove minutos para restabelecimento da jogadora.

A má consciência da CBF é tamanha que se você ao sítio da entidade verá que não se faz menção ao episódio.

E olhe que quem dirige o futebol feminino na CBF é o médico Marco Aurélio Cunha, ex-cartola do São Paulo e ex-vereador paulistano que abandonou o posto para trabalhar lá.

Imagine se fosse um açougueiro.

Não é assim que se promove uma categoria que cresce no país.

Antes de mais nada é preciso respeitar a saúde das atletas.

Por ironia, um dos patrocinadores da Ferrinha é a Unimed e outro é a Hiper Saúde.

Depois, é necessário ter em conta que a qualidade do espetáculo sofre em tais condições.

A Ferroviária interrompeu a série recordista mundial de 34 vitórias corintianas.

O jogo de volta será no domingo, no Parque São Jorge, também às 14h.

Um absurdo, um crime, um despautério.

Confira abaixo o relato do jogo no sítio da CBF:

Decisão!

BRASILEIRÃO FEMININO: FERROVIÁRIA E CORINTHIANS EMPATAM EM JOGO DE IDA

Donas da casa inauguraram o marcador com Aline Milene, mas Timão chegou ao empate com Erika, ainda no primeiro tempo

Tudo igual na primeira partida da final do Campeonato Brasileiro Feminino A-1. Jogando na Fonte Luminosa, Ferroviária e Corinthians ficaram no empate por 1 a 1, com gols de Aline Milene, para as donas da casa, e Erika, para as visitantes.

A decisão ficou então para o jogo da volta, que acontecerá no próximo domingo (29), no Parque São Jorge, às 14h (horário de Brasília).

O jogo

Jogando em casa e com o apoio da torcida, que compareceu na Fonte Luminosa, a Ferroviária partiu para cima do Corinthians logo nos primeiros movimentos e teve um começo fulminante. Logo aos 51 segundos de partida, as donas da casa inauguraram o marcador. Kamila fez ótimo cruzamento da esquerda para Nathane, que dominou e rolou para Aline Milene. A meia se desvencilhou da zaga alvinegra e bateu no canto da goleira Lelê: 1 a 0.

Atrás do placar, o Corinthians não se abalou e se manteve bem na partida. Aos oito minutos, Millene fez boa jogada e achou Victoria dentro da área, mas a atacante finalizou para fora. Seis minutos mais tarde, Millene recebeu ótimo lançamento, dentro da área, e bateu com categoria, mas Luciana fez grande defesa.

O gol do Timão finalmente saiu já nos acréscimos da etapa inicial. Após cobrança de falta pela direita de ataque, Pardal subiu atrás da zaga e cabeceou para o gol. A bola já estava entrando, quando apareceu Erika, completando para o fundo das redes. Tudo igual e fim do primeiro tempo.

Na segunda metade do jogo, as duas equipes deixaram cair o ritmo, e a partida ficou mais cadenciada do que na etapa inicial. A primeira grande chance aconteceu apenas aos 14 minutos, quando Millene arrancou pela direita e cruzou para Gabi Zanotti. A zaga da Ferroviária cortou parcialmente, mas na sobra, Tamires arrisca de primeira e manda por cima do gol.

Melhor no segundo tempo, o Corinthians seguiu pressionando e, aos 34, obrigou Luciana a fazer um milagre. Paulinha recebeu na linha de fundo e cruzou. A bola, no entanto, desviou em Luana e quase enganou a goleira da Ferroviária, que se recuperou e salvou o time mandante, mantendo o 1 a 1 até o apito final.

(O link é este: https://www.cbf.com.br/futebol-brasileiro/competicoes/campeonato-brasileiro-feminino-a1/2019/133?ref=linha

Como não se pode confiar na CBF é possível que mudem o texto)

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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