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Neymar empata para o Brasil

Juca Kfouri

06/09/2019 23h29

A Colômbia, sem James Rodrígues e Falcão Garcia, foi à Miami para jogar futebol e o Brasil para se exibir.

E a Colômbia jogou melhor durante todo o primeiro tempo, com movimentação constante e velocidade.

Mesmo assim, saiu atrás.

Aos 18 minutos, o vaiado Neymar bateu escanteio com perfeição pela direita na cabeça de Casemiro e o madridista fez 1 a 0.

Neymar colhia a antipatia que plantou pelo mundo afora, mas dava mais um passe para gol na Seleção Brasileira, depois de três meses fora dos gramados.

A Colômbia não ligou e ganhou um pênalti de presente de Alex Sandro que Muriel converteu seis minutos depois, para virar, com ele mesmo, em contra-ataque, aos 33'.

O jogo nada tinha de amistoso e as finalizações se sucediam de ambos os lados, embora o meio de campo brasileiro produzisse muito pouco e apenas Richarlison brilhasse, apesar de ter perdido o empate de maneira incrível, ao ser desarmado pelo goleiro Ospina.

Tite teria trabalho no intervalo e Carlos Queiroz, o português que dirige a Colômbia, haveria de pedir um segundo tempo como o primeiro.

Daniel Alves e Arthur estavam desaparecidos e Alex Sandro muito mal.

Com Neymar sem ritmo e Everton em Porto Alegre, o único brasileiro que buscava o jogo um contra um era Richarlison.

Seja como for, o time voltou mais aceso para o tempo final e Coutinho não empatou por pouco, aos 7'.

O Brasil perdia pela terceira vez com Tite, depois de ser derrotado pela Argentina (1 a 0) na estreia de Jorge Sampaoli, em 2017, sem Neymar e com Messi, e pela Bélgica (2 a 1), na Copa da Rússia, com Neymar e com Hazard.

Depois de propor o jogo durante 45 minutos, a Colômbia voltou recuada e tomou o empate em lançamento de Coutinho para Daniel Alves que botou Neymar na cara do gol para fazer 2 a 2, aos 13'.

Daniel e Neymar lembraram os tempos de Barcelona.

O jogo seguia bom de ver e Neymar mostrava porque Tite o tem na conta de imprescindível.

Aos 23', Muriel seu lugar a Berrío.

Aos 27', Neymar sofreu pênalti claro e o assoprador de apito fingiu não ver, com o Brasil melhor, mesmo sem ser brilhante.

O cruzeirense Orejuela entrou no jogo e outro flamenguista, Bruno Henrique, também, no lugar de Coutinho, aos 34'.

A Seleção era melhor e merecia estar na frente, até pelo pênalti que lhe foi negado.

Lucas Paquetá e David Neres substituíram Firmino e Richarlison, aos 38'.

Os colombianos estavam felizes com o empate e os brasileiros não.

O 2 a 2 permaneceu, mas o placar moral foi outro: 3 a 2 para o Brasil.

Mesmo sem ritmo e encostado pela esquerda, Neymar fez a diferença com um passe para gol e um gol.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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