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Furacão vai com justa vantagem ao Beira-Rio

Juca Kfouri

11/09/2019 23h26

Athletico e Inter não entregaram o jogo que prometiam na primeira partida das finais da Copa do Brasil.

A Arena da Baixada estava engalanada para ver um grande espetáculo que se limitou ao domínio absoluto dos anfitriões e com os visitantes muito tímidos.

Os paranaenses ficaram 73% do tempo com a bola no primeiro tempo, mas as chances de gol ficaram no quase dos dois lados.

Quase criaram a oportunidade de gol e não propriamente quase fizeram o gol, tanto que Marcelo Lomba e Santos pouco trabalharam.

Diga-se que o jogo não decepcionava, apenas não era tudo que se esperava.

E tinha ainda o segundo tempo.

Os dez primeiros minutos do segundo tempo foram muito parecidos com os 45 iniciais.

E Tiago Nunes tratou de botar Thonny Anderson no lugar de Léo Cittadini para tentar mudar o panorama que não sugeria gols.

Dois minutos depois, após tanto insinuar, o Athletico saiu na frente com o gol de Bruno Guimarães em ótimo passe de Marco Ruben.

O Colorado teria de sair para o jogo é Odair Hellmann chamou Wellington Silva no lugar de Nico López, aos 18'.

O gramado da Baixada estava um sabão, tanto que os jogadores escorregavam sem parar, os atleticanos inclusive.

O Athletico queria mais o segundo gol que o Inter o empate e pôs Marcelo Cirino, aos 21', no lugar de Marco Ruben.

A verdade é que na guerra de estilos e filosofias, a ousadia de Tiago Nunes dava mais certo que a prudência de Odair Hellmann.

Não esperem os gaúchos comportamento muito diferente dos paranaenses no Beira-Rio.

Aos 27', Rony ia fazendo um golaço, que Lomba evitou em grande defesa.

Nonato no jogo, aos 29', no lugar de Edenilson.

No minuto seguinte foi a vez de Santos evitar um gol contra de Wellington.

Guerrero, que ontem só curtiu pela TV a vitória peruana sobre o Brasil, pouco fazia e Lucho González foi o último cartucho de Tiago Nunes para ampliar a vantagem, aos 35', no lugar de Rony.

A resposta veio com Rafael Sóbis, aos 37', no lugar de D'Alessandro.

Léo Pereira fez corte providencialíssimo aos 40', impedindo o que se desenhava como o empate Colorado diante de quase 40 mil torcedores.

Não seria justo para o que os dois times mostraram.

A mínima vantagem premia quem jogou melhor o tempo todo.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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