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E Ganso deu um peru para Cássio: 1 a 0

Juca Kfouri

15/09/2019 17h56

Contra o Ceará, no último minuto, Cássio aceitou um gol olímpico que custou dois pontos ao Corinthians.

Contra o Fluminense, aos 40 minutos do primeiro tempo, Paulo Henrique Ganso chutou de fora da área e o maior ídolo alvinegro na atualidade frangou miseravelmente: 0 a 1.

O jogo que começou bem no Mané Garrincha à meia-boca (15.733 torcedores) — prova de que o corintiano não acredita no time, e o tricolor muito menos — com os dois times buscando o gol, caiu em enorme monotonia depois dos 20 minutos.

Até bola na trave Gil meteu no arco carioca.

Só o menino estreante Janderson se destacava no time paulista e o veterano Nenê dosava o ritmo do Flu.

Flu que, como clube pequeno que não é, levou o jogo para Brasília, embora precisasse dos três pontos como a Capital Federal anda precisando de chuva, 30° de temperatura e apenas 23% de umidade do ar, quando o ideal é entre 50% e 80%.

Talvez tais condições climáticas tenham sido as responsáveis por tamanha queda de rendimento dos dois times nos últimos 25 minutos da etapa inicial, mas fato é que o jogo estava duro, duro de ver.

Tudo que o corintiano queria era ver Cássio fechando o gol, como sempre em jogos decisivos, na quarta-feira, em Itaquera, contra o equatoriano Independiente Del Valle, pelas semifinais da Copa Sul-Americana, o título que cabe ao Corinthians disputar.

Já o tricolor rezava para tudo ficar como estava, para escapar da zona do rebaixamento no fim do turno, deixando o Cruzeiro em seu lugar.

Ganso fez Cássio frangar…

É claro que o Corinthians começou o segundo tempo mais esperto, em busca do empate para, ao menos completar seu 14º invicto.

Aos 15', Fábio Carille trocou Júnior Urso por Jadson.

O Flu se fingia de morto até que Nenê lançou Yony González e se Cássio não divide com o colombiano sairia o 2 a 0, aos 17'.

Yuri se machucou e obrigou Oswaldo de Oliveira a lançar mão de Dodi, em seguida.

Embora eliminado pelo Corinthians na Sula, o Flu ia completando sua terceira partida invicta contra o rival, com dois empates, em São Paulo e no Rio, e com a vitória parcial no DF.

Com Gustagol na área o Corinthians abusava do jogo aéreo.

Até que, aos 26', Carille trocou Gabriel por Vagner Love, para jogar mais com a bola no chão.

Só que o velho Jadson perdia uma bola atrás da outra.

A impressão era a de que se Cássio não tivesse resolvido antecipar tanto o Natal o gol não sairia jamais.

Mas Boselli substituiu Gustagol, aos 31', em busca desta raridade em ambos os times, 21 gols apenas em 19 jogos.

O Flamengo tem o dobro…

Ganso, bravo, saiu e Pablo Dyego entrou, aos 34'.

O Flu subia para o 16º lugar e o Corinthians caía para o quinto, provavelmente para o sexto, caso o São Paulo ganhe do CSA logo mais.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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