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Corinthians volta a jogar razoavelmente bem

Juca Kfouri

21/09/2019 20h59

Dizem que de onde nada se espera é que não sai nada mesmo.

Não foi o caso do começo do jogo entre Corinthians e Bahia.

Era para se esperar pouco do jogo, mas começou tão bom que em sete minutos houve duas bolas na trave.

Ambas chutadas por corintianos em jogadas iniciadas por Pedrinho: a primeira de Clayson, aos 3', a segunda de Sornoza, aos 7'.

Depois, porém, o Bahia equilibrou, embora chances de gol mesmo só o Corinthians tenha criado até o fim do primeiro tempo que terminou com 1 a 0 para os donos da casa.

Ralf cruzou, aos 41', o zagueiro Juninho abriu o braço, a bola bateu nele e o pênalti foi marcado com VAR.

Cinco minutos antes Ralf havia derrubado Élber na área, o VAR acionou o assoprador de apito e ele preferiu não marcar, mostrando seu lado caseiro.

Aliás, por falar em Ralf, por mais que não seja a opinião da maioria, nem a de Fábio Carille, com ele o time rende mais do que com Gabriel, mesmo que este passe melhor.

Vagner Love bateu e fez o gol, aos 44': 1 a 0.

O Corinthians começou o segundo tempo em busca do segundo gol, bom sinal para um time que costuma recuar quando em vantagem.

Invicto há nove jogos e disposto a manter a invencibilidade, o Tricolor trocava passes organizadamente, mas não conseguia levar perigo aos gol de Cássio, sem fazer uma defesa sequer quando a partida já durava 59 minutos.

Antes que completasse uma hora, no entanto, ele teve de espalmar uma bola no ângulo para evitar um gol contra de Clayson que virou pênalti com VAR, claramente uma compensação para o não dado no primeiro tempo.

O assoprador deu pênalti de Clayson em trombada normal com Gregore.

Gilberto bateu aos 18' e empatou 1 a 1.

E partiu para a virada.

O gol pareceu ter anestesiado time paulista que finalizara 11 vezes no primeiro tempo e nada no segundo.

Jadson, aos 26', substituiu Ramiro.

Três minutos depois, Pedrinho lançou Clayson, o atacante dividiu com o goleiro Douglas, o zagueiro Juninho quase salvou o toque do corintiano que acabou fazendo o 2 a 1.

Guerra entrou no lugar de Flávio, com o que eram dois palmeirenses no time baiano, somado a Arthur, o melhor do time.

Tinha jogo ainda e nada estava resolvido.

Fernandão e Caíke entraram no ataque baiano e Janderson e Gustagol no corintiano, nos lugares de Clayson e Vagner Love, para os minutos finais.

Diante de 29.569 pagantes, até muito para os últimos resultados alvinegros, o Corinthians desalojava o São Paulo do G4 num jogo razoável para animar um pouco o corintiano.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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