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A bocejante derrota do Brasil

Juca Kfouri

11/09/2019 01h59

Foi dura a luta contra o sono no primeiro tempo do jogo entre Brasil e Peru, em Los Angeles, no lindo estádio olímpico, mas com gramado de futebol americano.

O Brasil com Neymar no banco e o Peru com Guerrero em Curitiba, pouco mostraram entre um bocejo e outro do observador.

Os peruanos até chutaram mais ao gol e Ederson teve de fazer duas defesas enquanto os brasileiros só eram perigosos quando Richarlison pegava na bola, autor da primeira finalização brasileira aos 25 minutos de jogo.

A Seleção, literalmente, batia cabeças a ponto de Casemiro e David Neres se chocarem e terem de jogar com tocas de natação.

No começo do segundo tempo, duas pontadas de Allan, que perdeu gol feito, e um chute de Philippe Coutinho despertaram o observador.

Que se animou quando Neymar entrou no jogo aos 17', acompanhado de Lucas Paquetá e Fabinho, nos lugares de Roberto Firmino, Neres e Casemiro.

Verdade que a Seleção já havia despertado e fazia um segundo tempo bem mais animado que o primeiro.

Neymar, nas duas primeiras vezes em que pegou na bola, deu dois ótimos passes para Fagner e Richarlison.

O menino Vinicius Júnior entrou no jogo no lugar de Richarlison, aos 28', para estrear na seleção principal.

Só aos 29' o Peru chutou pela primeira vez no segundo tempo, com o fortíssimo Advíncula.

Cléber Machado garantia que estava todo mundo ligado na Globo e eu acredito nele.

Bruno Henrique em campo, aos 38', Philippe Coutinho fora.

A tempo de ver o Peru bater falta bola de Fabinho no bico direito da área, Abram ganhar pelo alto de Militão e cabecear para o gol, em falha de Ederson: 1 a 0.

Tite perdia pela terceira vez com a Seleção e o Peru ganhava do Brasil pela quinta em 46 jogos, com nove empates e 32 vitórias brasileiras.

Os bocejos viraram pesadelo.

Mas nada que tire o sono do observador.

(Galvão Bueno é um cara de sorte. Gripado, escapou do jogo).

Glu-glu-glu.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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