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Grêmio 3, Chape 3: vão jogar bola assim lá no sul!

Juca Kfouri

05/08/2019 21h55

Eu tenho uma sensação que talvez se torne teoria caso futuras pesquisas confirmem: os times do Paraná e de Santa Catarina são os que menos respeitam a Arena Grêmio e o Beira-Rio.

Talvez pela proximidade, seja lá por que for, fato é que eles sempre jogam de igual para igual com Grêmio e Inter.

E hoje não foi diferente.

A Chapecoense encarou o Tricolor sem complexos, diante de 13.418 pagantes.

Tomou 1 a 0 na cabeçada de Geromel e empatou com Everaldo driblando os dois brilhantes zagueiros gremistas.

Sim. Kannemann também dançou.

Parecia o Gabriel Jesus, ontem, driblando Van Dijk que há 65 jogos não levava uma finta.

Daí, Everton chutou de longe e Tiepo aceitou.

Grêmio 2 a 1, para liquidar o ânimo de qualquer um.

Qual o quê!

Com a mesma coragem do começo do jogo, a Chape empatou de novo, com Campanharo, ainda aos 34 minutos do primeiro tempo, num jogaço.

E os dois times seguiram trocando ataques, pra lá e pra cá.

É claro que a Chape voltou recuada no segundo tempo, para levar o empate para casa, certo?

Não!

Errado!

A Chape achou que poderia vencer o Imortal com seus titulares na casa dele.

E, aos 14', de fato, fez 3 a 2, num toque esperto de Arthur Gomes.

O Grêmio foi para cima, com tudo.

Aqui não, pensou.

Aqui, sim, retrucou a Chape e fez um muro na sua área.

Verdade que o Grêmio teve chances de empatar 3 a 3?

Verdade.

Mas a Chape também quase fez 4 a 2.

Aos 30', Tiepo se redimiu da falha no segundo gol e fez milagre para evitar o empate, em cabeçada fulminante de Diego Tardelli.

Que jogo, senhoras e senhores, que jogo!

Aos 35', não deu para o goleiro.

Luan bateu falta na cabeça de Tardelli e o Grêmio empatou 3 a 3.

Era justo, diga-se, num jogo que ambos mereciam vencer.

Mas que não tinha cara de empate.

Aos 38', caindo, Everton acertou o travessão catarinense. Um pecado!

Aos 46, VAR acionado por supostos pênaltis de mão na bola e de falta em Kannemann na área catarinense.

O árbitro, corretamente, desmarcou a penalidade.

E o jogaço terminou 3 a 3.

Merecia ter sido 4 a 3 para o Grêmio.

E para a Chapecoense…

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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