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Fortaleza, épico, acaba com a alegria santista

Juca Kfouri

25/08/2019 17h56

Com o Santos é assim: houve quem achasse que duas derrotas normais como visitante para São Paulo e Cruzeiro eram sinais de decadência do líder do Brasileirão.

Para não alimentar semelhante barbaridade, antes do segundo minuto de jogo, na Vila Belmiro lotada Por 12.515 torcedores, sinal de que a torcida seguiu confiante, Marinho fez 1 a 0, completando linda triangulação começada por Jorge e continuada por Sasha.

O 2 a 0 só não aconteceu antes do quinto minuto, porque Evandro chutou nas nuvens um contra-ataque iniciado com fabuloso lançamento de Pituca.

Mas aconteceu antes do décimo, num golaço de bate-pronto de Jorge, de fora da área, ao pegar rebote da defesa do Fortaleza.

E bem ao estilo de Jorge Sampaoli, o Santos não parou e criou seguidas chances para ampliar.

Uma delicia de ver.

O goleiro Felipe Alves trabalhava sem parar e Éverton não aparecia nem para bater tiro de meta.

Apareceu, enfim, aos 30', para fazer defesa difícil e mandar a escanteio.

Cutucado com vara curta, Sasha recebeu ótimo lançamento de Jorge e de cavadinha fez 3 a 0, aos 32'.

Dava até dó do Fortaleza, mas o líder não parecia preocupado em poupar o adversário, muito ao contrário.

Restava saber se o segundo tempo seria disputado com a mesma intensidade, como nas peladas, três vira, seis acaba.

Seria, ou melhor, começou sendo.

Logo aos 5', Soteldo fez 4 a 0, mas Sasha estava impedido no começo do lance.

Então, de pênalti, Wellington Paulista diminuiu: 3 a 1, aos 13'.

Os cearenses reagiriam ou forçariam o Santos a buscar mais gols?

Quem respondeu a primeira alternativa acertou em cheio!

Porque, aos 23', dando sequência à atuação corajosa do Fortaleza, Wellington Paulista fez o segundo gol.

O jogo, como sempre que tem Santos em campo, era animado.

Mas tão perigoso para o líder que sacou Evandro e pôs Carlos Sanchez no jogo.

Sofrer o empate seria terrível para o Santos e, inevitável, daria razão ao que decretaram a queda santista.

Jean Mota também em campo, aos 30', no lugar de Sasha.

E, aos 34', Felipe Alves evitou o quarto gol nos pés de Jean Mota.

Mas, aos 40', Verissimo evitou o empate.

Derlis González ainda substituiu Soteldo para ganhar tempo e ajudar o Santos a manter a liderança apesar do susto dado pela boa atuação do Fortaleza no segundo tempo.

Sanchez ainda teve de dividir bola na marca do pênalti da área santista para evitar o 3 a 3.

Mas, não deu.

Aos 50', Tinga empatou, para detonar a alegria santista.

O Fortaleza foi simplesmente épico.

Zé Ricardo arriscou tudo, botou quatro atacantes e se deu muito bem.

Sampaoli aprovaria, mas, acho que não…

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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