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Ex-santista castiga o Palmeiras no fim

Juca Kfouri

17/08/2019 22h53

Depois de dois jogos disputados em ritmo frenético em Itaquera e no Mané Garrincha, o Grêmio, alternativo, e o Palmeiras, mais forte, começaram lentamente o embate entre eles em Porto Alegre, diante 14.477 pagantes.

Até que, aos 13 minutos, em contra-ataque muito bem feito pelos paulistas, em quatro toques de bola, Dudu completou com chute cruzado para fazer 1 a 0.

O Grêmio que se virasse no aperitivo para o jogo pela Libertadores, nesta terça-feira, de novo na sua casa.

Então, bem ao estilo Felipão, o Palmeiras deu a bola para o time de Renato Portaluppi, que gosta de ficar com ela, mas pouco fazia com a redonda a não ser arriscar chutes de longa distância.

Com o estádio gremista mais vazio do que cheio, estava claro quem liga para o Brasileirão e quem não liga.

O jogo de tico-tico gaúcho recebeu resposta de Hyoran que aprontou um salseiro na área gremista e quase ampliou, aos 25'.

Luan, Diego Tardelli e Pepê não faziam nem cócegas na defesa alviverde, a que ninguém passa.

Já Leo Moura deu um presente para Borja fazer 2 a 0, aos 30', mas Júlio César evitou, porque o Natal está longe, ao se atirar nos pés do colombiano.

Com menos posse de bola, o Palmeiras chutou sete vezes ao gol gremista, contra dois chutes tricolores.

Quando o primeiro tempo terminou a conclusão era cristalina: se alguém fez por merecer um gol depois do 1 a 0 este alguém foi o visitante.

O Grêmio voltou com Patrick no lugar de Darlan e o Palmeiras não mexeu.

O segundo tempo foi mais animado, com o Grêmio continuando mais com a bola, quase 70%, mas com o Palmeiras arrematando mais.

Embora o Tricolor tenha rondado o gol de Weverton, o Palmeiras chegou com mais perigo ao arco de Júlio César.

Mayke e Matheus Fernandes, aos 9 e aos 18 minutos, saíram e Marcos Rocha e Bruno Henrique entraram no Palmeiras.

Até que, aos 28', Everton entrou no lugar de Luan.

Luciano no lugar de Leo Moura, lesionado, e Ramires no de Dudu, foram as derradeiras trocas já aos 32'.

O Palmeiras ganhava três pontos pra lá de preciosos e o Grêmio se despedia definitivamente de qualquer ambição mais gloriosa com vistas a um título que não comemora desde o longínquo ano de 1996, 23 anos atrás.

Rigorosamente incompreensível o desdém gaúcho em relação ao Campeonato Brasileiro.

Já o Verdão seguia firme em direção ao bicampeonato seguido do Brasileirão.

E quando tudo indicava que o resultado se manteria, o ex-santista David Brás arriscou de fora da área fez o golaço do empate: 1 a 1.

O Santos, penhorado, agradecia ao seu ex-jogador, cujo gol nasceu de um lateral que deveria seria paulista e foi erradamente concedido aos gaúchos.

O Flamengo também dava o seu muito obrigado, novo vice-líder do campeonato que não vê vitória palmeirense desde o fim da Copa América. São seis jogos!

Quem diria, hein?

Eu não, eu não e eu não!

O jogo acabou valendo pelos minutos finais, eletrizantes, com os dois times em busca da vitória.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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