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Em Minas, ganhou o time de Guerrero

Juca Kfouri

07/08/2019 23h22

Há jogos lá e cá.

E há jogos aqui e ali.

Cruzeiro e Inter, no primeiro tempo, foi assim, a segunda alternativa.

Os mineiros mais com a bola, quase sem incomodar Marcelo Lomba, a não ser em chutes pelo alto de Sassá.

Os gaúchos impedindo que Fábio jogasse, a rigor com uma jogada perigosa, iniciada por Guerrero e salva por Dodô.

Dizem que jogos decisivos, em regra, deixam a desejar tecnicamente, mas são compensados pela emoção.

Prevaleceu a primeira alternativa…

O 0 a 0 servia mais ao Colorado, que decide em casa.

Mas Mano Menezes nunca despreza o empate, por confiar nos pênaltis.

Assim é bicampeão da Copa do Brasil e deve acreditar que estas semifinais não fugirão à regra.

A volta acontecerá só no dia 4 de setembro…

Só que a Raposa anda mendigando uma vitória e o Inter anda precisando mostrar que não é só caseiro.

Que o segundo tempo fosse diferente, esperavam os que gostam de bom futebol.

E o Cruzeiro voltou em cima, sem deixar o rival jogar e fez Lomba trabalhar seriamente pela primeira vez.

Daí, aos 15', para tentar surpreender num contra-ataque, Odair Hellmann trocou Nico López pela velocidade de Wellington Silva.

Mano Menezes trocou Sassá por Fred, aos 22', e a massa celeste não gostou nem um pouco.

Aos 24', grandes chances coloradas neutralizadas por Fábio, em chute de Wellington Silva e, em seguida, de Guerrero, em jogadas de Edenilson e de Patrick.

Marquinhos Gabriel no jogo, Robinho fora, aos 28', para novos protestos.

Três minutos depois, Guerrero bateu falta, Fábio fez nova grande defesa, Edenilson aproveita o rebote e o Inter sai na frente: 1 a 0.

Assa a batata de Mano Menezes.

Mas o torcedor canta o nome do Cruzeiro no Mineirão.

Mauricio no lugar de Ariel Cabral e Nonato no de Edenilson, machucado, aos 36'.

Sóbis, esgotado, sai e Sarrafiore entra, aos 39'.

Antes do jogo de volta, o Inter tem o Flamengo dias 21 e 28 deste mês, no Maracanã e no Beira-Rio.

E o Cruzeiro tem o Brasileirão para sair da zona do rebaixamento.

Com Mano?

O que a torcida mandou ele tomar suco de caju não foi mole.

Não vou chatear os mais jovens com a lembrança de um dos melhores jogos que vi na vida quando, em 1976, o Cruzeiro venceu o Inter, pela Libertadores, por 5 a 4.

Raul, Nelinho, Zé Carlos, Eduardo, Roberto Batata, Jairzinho, Palhinha e Joãozinho, de um lado, e Manga, Figueroa, Caçapava, Falcão, Valdomiro, Flávio, Escurinho e Lula, do outro.

Era, também, outro futebol brasileiro.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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