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Bruno Henrique nocauteia o Inter

Juca Kfouri

21/08/2019 23h26

Clássico de altíssima tonelagem no Maracanã lotado, vermelho e preto, vermelho e branco, espetacular!

Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Filipe Luís, Rodrigo Caio, Pablo Mari, Cuéllar, De Arrascaeta, Everton Ribeiro, Gabigol, Victor Cuesta, Rodrigo Moledo, Rodrigo Lindoso, Edenilson, Patrick, D'Alessandro, Rafael Sóbis e Guerrero, todos com experiência internacional, além de Bruno Henrique, recentemente convocado para a Seleção Brasileira.

Gabigol não jogaria, mas estava em campo.

Rodrigo Caio e Edenilson eram dúvidas, e estavam em campo.

Era jogo para o mundo ver, mas começou apenas tenso, embora com o Flamengo fazendo Marcelo Lomba trabalhar.

Como costuma dizer o narrador Gustavo Villani, "ninguém dava nada de graça pra ninguém".

Com 25 minutos de jogo, apenas 42% de bola rolando.

Mas o Flamengo não deixava dúvida sobre quem era o mandante.

Odair Hellmann sabia bem do que se tratava e Jorge Jesus talvez estranhasse que o clima de Libertadores não tem nada a ver com o da Liga dos Campeões.

O que é uma pena, diga-se.

Com a quantidade respeitável de talentos em campo, o que se via estava mais para gladiadores que para bailarinos.

Um desperdício!

Se Grêmio e Palmeiras estiveram longe de fazer um bom primeiro tempo ontem, em Porto Alegre, hoje, no Rio, Flamengo e Inter ficaram ainda mais distantes.

No sul, ao menos, vimos um golaço de Gustavo Scarpa.

No sudeste, muita encenação e uma chance de ouro para Gabigol que Moledo bloqueou e Lomba defendeu, já nos acréscimos.

Para o Colorado estava de bom tamanho.

Que o segundo tempo calasse a boca do crítico.

Gérson no lugar de Arrascaeta foi a providência de Jesus.

Só que a etapa final começou mais com clima de briga de galo do que com jogo de futebol.

Guerrero e Rafinha, ambos ex-jogadores do Bayern Munique, se pegaram e não paravam de pressionar o assoprador chileno de apito, coisa que não faziam na Alemanha e você sabe por quê.

De fato, muitas vezes a frustração é diretamente proporcional à expectativa.

Wellington Silva entrou no jogo aos 15', no lugar de Sóbis.

Nico López no lugar de D'Alessandro, aos 22'.

Funcionando bem apenas o sítio do Inter, que disponibiliza fotos em tempo real, como fazem os principais clubes europeus e só o gaúcho faz no Brasil.

Aos 30', enfim, gol!

De Bruno Henrique, para variar, depois de ele ter sido desarmado na entrada da área por Cuesta em passe de Everton Ribeiro, a bola sobrar para Gérson e ser entregue de volta ao artilheiro: 1 a 0!

Três talentos resolveram.

E Bruno Henrique, com o Inter grogue, recebeu entre dois zagueiros de Gabigol e nocauteou o Colorado, aos 34': 2 a 0.

Tite via no camarote seu convocado brilhar.

Para uma defesa que não sofria gol há quase 600 minutos, o Colorado sofreu dois em quatro.

E a situação só não ficou ainda pior porque Gabigol furou o terceiro gol, aos 40', dado por Bruno Henrique depois de passe de Gérson, que não pode sair do time.

Nada menos que 76.376 torcedores viam o Flamengo se habilitar a fazer a semifinal provavelmente contra o Palmeiras.

Parede substituiu Edenilson aos 42'.

Era tarde para agredir o Flamengo depois de não ter nem tentado durante toda a partida.

Berrío no lugar de Everton Ribeiro, aos 44.

O Maracanã era uma festa para ninguém botar defeito.

"Oh, meu Mengão, eu gosto de você…".

A cantoria tomou um susto quando Nico López perdeu gol imperdível, aos 46', depois de falha de Pablo Mari, na única chance colorada.

E voltou a plenos pulmões até o 51º minuto quando Bruno Henrique saiu ovacionado para entrada de Piris da Motta.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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