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Belíssima tarde corintiana

Juca Kfouri

17/08/2019 18h50

A atuação do Corinthians no primeiro tempo contra o Botafogo foi simplesmente formidável.

Parecia até um jogo contra os juvenis cariocas embora tenha sido contra uma equipe mesclada com jogadores experientes.

O 1 a 0 conquistado no fim por Boselli complementando belíssima jogada de Pedrinho só ficou tão magro porque Gatito Fernández evitou três outros gols de Mateus Vital, do próprio Pedrinho e mais um do argentino.

Com marcação alta incessante, o time paulista não deixou o rival jogar, não correu risco algum e mostrou seus dez jogadores de linha com desempenhos muito bons, Gabriel e Pedrinho principalmente, mas com Carlos Augusto e Everaldo, pela esquerda, sem deixar saudades de Danilo Avelar e Clayson.

Fábio Carille certamente foi para o intervalo bastante satisfeito porque seu time não apenas vencia, mas convencia plenamente em Itaquera visitada pela quinta vez pelos cariocas, que amargavam a quarta derrota e ainda não conheciam vitória.

E, de fato, na volta para o segundo tempo, sem mexer no time, Carille disse estar muuuito satisfeito com as 14 finalizações do Timão.

Esperava-se um Botafogo mais ativo.

De fato, voltou mais agressivo com Luca no lugar de Pimpão e oferecendo espaços para o Corinthians atacá-lo e assim, aos 10 minutos, Everaldo, completando o segundo contra-ataque, pegou o rebote de Gatito em chute de Pedrinho para fazer 2 a 0.

Minutos antes Pedrinho havia tido a chance e chutado mal.

Só dava Corinthians e o VAR ou não se manifestava ou o fazia à inglesa, quer dizer, rapidamente.

Nem o mais crítico dos corintianos tinha do que reclamar.

E se faltavam jogadores importantes ao Botafogo como Carli, João Paulo e Alex Santana, o Corinthians não tinha Cássio, Danilo Avelar, Ralf, Vagner Love e Clayson, os dois primeiros suspensos, o terceiro, no banco, voltando de lesão, e os dois últimos poupados para enfrentar o Fluminense na quinta-feira, pela Copa Sul-Americana.

Na metade do segundo-tempo, muito aplaudido, Boselli deu lugar a Gustagol.

Gilson e Cícero quase se estapearam, tamanho o desespero do Botafogo, que logo trocou Bochecha pelo menino estreante Ruan

Casa que não tem pão todo mundo briga sem ter razão.

Everaldo por Clayson, aos 29', foi a segunda troca corintiana, diante de 38.882 pagantes, 39.122 presentes.

Pedrinho barbarizava e fará falta quando for servir à seleção olímpica.

Mateus Vital, que se firma, saiu para Jadson justificar o alto salário.

Para dar emoção, aos 42', o Botafogo acertou o travessão de Walter, em cabeçada de Benevenuto em cobrança de falta inventada pelo assoprador de apito.

Walter, enfim, teve de fazer boa defesa no fim, em arremate de Diego Souza.

E foi só.

Bela vitória corintiana apenas por 2 a 0, com placar moral de 4 a 0.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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