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O nono título veio com erros no apito

Juca Kfouri

2007-07-20T19:18:58

07/07/2019 18h58

Parecia o jogo da Arena Corinthians.

O Peru valente, em busca de jogar de igual para igual com o Brasil.

Então, aos 12 minutos, Casemiro fez 1 a 0.

Hoje, aos 15', no primeiro arremate brasileiro, Gabriel Jesus fez jogadaça pela direita, deixou Trauco desorientado e deu no pé de Everton para abrir o placar.

Nove minutos depois quase Philippe Coutinho, aceso, fez o 2 a 0, em jogada de Roberto Firmino pela direita.

Havia duas avenidas pelas laterais da defesa peruana: a Avenida Trauco e a Avenida Advíncula.

O VAR não se manifestava, felizmente, mas, em compensação, o assoprador de apito chileno truncava o jogo em demasia.

Aos 35', Firmino teve a chance do segundo gol, mas cabeceou por cima, depois de boa movimentação de bola brasileira.

A Seleção não criava muitas situações de gol e não sofria nenhuma.

Mas, aos 40', o assoprador marcou pênalti de Thiago Silva, em bola que bateu no braço dele ao se apoiar no chão.

O VAR chamou e o pênalti, erradamente, foi confirmado.

Paolo Guerrero bateu e empatou: 1 a 1.

O segundo tempo prometia drama não fosse o fato de Firmino desarmar Yotún, Arthur se aproveitar para botar Jesus na cara do gol e o menino não perdoar, aos 47': 2 a 1.

O segundo tempo começou com o Brasil dono da partida e com duas boas chances de gol nos primeiros dez minutos, com Philippe Coutinho e Firmino.

O risco era o acaso, como no caso do pênalti mal marcado ou uma bola vadia, sempre possível.

O time de Tite tinha 68% de posse de bola ao chegar o 15º minuto.

A partir daí o time brasileiro recuou e passou a atrair os peruanos, em busca de espaço para um contra-ataque matador.

Mas, aos 24', o assoprador expulsou Jesus do gramado com segundo cartão amarelo.

O brasileiro saiu de campo com gesto de roubo.

Parece que os protestos de Lionel Messi deram certo e a Conmebol resolveu mostrar isenção ao tratar a seleção com rigor.

Richarlison entrou no lugar de Firmino, aos 29'.

Sim, o jogo começou a ter ares dramáticos, 11 contra 10.

Militão no jogo no lugar de Philippe Coutinho, aos 31', para fechar.

No fim, o assoprador inventou um pênalti em Everton, Richarlison fez 3 a 1 e a festa do eneacampeonato começou.

Messi não foi assim tão convincente…

Allan ainda entrou no lugar de Everton, porque evitar acidentes é o dever de todos.

A torcida cantava que o campeão voltou.

Voltou mesmo?

NOTAS:

Alisson não teve maiores problemas, 7

Daniel Alves não foi o mesmo de sempre, 6,5

Thiago Silva não fez o pênalti, 7

Marquinhos não esteve seguro, 5,5

Alex Sandro errou bolas simples, 5

Casemiro com altos e baixos, 6,5

Arthur fez boa partida, 6,5

Philippe Coutinho mostrou sangue e excesso de individualismo, 6

Gabriel Jesus fez um gol, passou para o outro, e foi injustamente expulso, 7,5

Roberto Firmino lutou o que pôde, 6,5

Everton deveria ter sido mais acionado, mas não sofreu pênalti, 6,5

Richarlison bateu o pênalti do título, 7

Militão e Allan, pouco tempo, sem nota.

Tite é campeão e ainda deve desempenho, 6. Ficará?

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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