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Neymar e a volta do filho pródigo ao Barcelona

Juca Kfouri

01/07/2019 17h52

Tudo indica para a volta de Neymar ao Barcelona.

Quando saiu de Santos para a cidade catalã, levava o sonho de ser um dos melhores jogadores do mundo.

E o realizou, ao ficar entre os três melhores.

Saiu de modo feio, diga-se, vendido antes de disputar a final do Mundial de Clubes contra o clube que o comprou.

Teve a inteligência de não disputar protagonismo com Lionel Messi, ao contrário, aceitou de bom grado ser o segundo do genial argentino.

Por isso, teve momentos de real protagonismo.

Mas, ambicioso, trocou Barcelona por Paris.

Outra vez, saiu pelas portas dos fundos.

Má troca!

Assumiu de vez o papel de popstar, deixou o futebol em lugar secundário e para quem achou que dava o passo para ser o número 1, sai de lá fora dos dez primeiros.

Pode reconquistar espaço, mesmo repetindo a má saída?

Pode, porque talento tem para tanto.

Mas terá de vencer desconfianças sem fim, antipatias fundamentadas, até do presidente da Liga Espanhola que declarou não vê-lo com bons olhos, e num Barça que, se superior ao PSG, já não tem mais nem Xavi, nem Iniesta.

Terá, também, de treinar duro, se concentrar em seu ofício para evitar as lesões seguidas que passaram a fazer parte de sua carreira, algumas por azar, outras por falta de foco.

Neymar repete sem tirar nem pôr a passagem bíblica do filho pródigo que, não esqueça, significa, esbanjador, aquele que desperdiça.

Lucas 15:11–32

11 E disse: Um certo homem tinha dois filhos;

12 E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence. E ele lhes repartiu os haveres.

13 E poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra muito distante, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente.

14 E havendo ele já gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidade.

15 E foi, e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos a apascentar os porcos.

16 E desejava saciar o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada.

17 E caindo em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão, e eu pereço de fome!

18 Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti;

19 Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros.

20 E levantando-se, foi para seu pai; e quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.

21 E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho.

22 Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor túnica, e vesti-o com ela, e ponde-lhe um anel na mão, e sandálias nos pés;

23 E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos;

24 Porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se.

25 E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio, e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças.

26 E chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo.

27 E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porquanto o recuperou são e salvo.

28 Indignou-se, porém, ele, e não queria entrar. E saindo o pai, o consolava.

29 Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, e nunca transgredi o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos;

30 Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado.

31 E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas;

32 Portanto, era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha-se perdido, e foi achado.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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