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Holandesas vão buscar o que os holandeses jamais conseguiram

Juca Kfouri

03/07/2019 18h39

A Suécia pôs a Holanda na bolsa durante todo o primeiro tempo em Lyon, pelas semifinais da Copa do Mundo.

Favoritas, as jogadoras laranjas não conseguiam sair jogando, aprisionadas pela marcação e pressão suecas.

O gol só não saiu porque a goleira holandesa salvou pelo menos uma vez em jogo de poucas emoções.

Tudo ficou para o segundo tempo ou, quem sabe, para a prorrogação.

Holandesas e suecas empatavam, também, na beleza dos uniformes.

Mais pragmáticas que seus conterrâneos masculinos, as holandesas jogavam por uma bola, por um erro das rivais.

O segundo tempo começou mal.

Era claro o medo de perder dos dois times e tirar o 0 a 0 do placar parecia tarefa para Mulher Maravilha.

E a zagueira sueca Nilla Fischer quase conseguiu, aos 55 minutos, ao acertar a trave holandesa, com desvio da goleira Sari Van Veenendaal.

Aos 63', foi a vez da atacante holandesa Vivianne Miedema, de cabeça, mandar no travessão, também com desvio providencial da goleira Hedvig Lindahl, diante de 48 mil torcedores.

Qualquer uma das seleções que vencesse, estava claro, seria zebra contra os Estados Unidos, no domingo, ao meio-dia.

Um pênalti não marcado para a Suécia poderia ter feito a diferença.

Na oitava edição da Copa do Mundo feminina, pela primeira vez um jogo semifinal estava indo para a prorrogação.

E foi.

A Holanda, enfim, se impôs e, aos 99', a número 14, como Cruyff, Jackie Groenen, de fora da área abriu o placar: 1 a 0.

Faltava ainda o segundo tempo do tempo extra.

A Suécia, é claro, tentou pressionar, mas cadê pulmão, cadê perna, cadê, sobretudo, calma?

A primeira chance de gol foi do segundo holandês.

Ao faltarem cinco minutos, a Suécia fez suas duas últimas trocas.

Sangue novo em busca do milagre do empate que levaria aos pênaltis.

O jogo ficou dramático, com chances para ambos os lados.

Mas terminou com a vitória holandesa.

Três vezes os homens holandeses chegaram à final de Copas do Mundo, em 1974, 1978 e 2010.

Perderam as três para alemães, argentinos e espanhóis,

As mulheres, atuais campeãs europeias, em sua segunda Copa do Mundo, vão enfrentar as americanas como azarões.

Até porque vão muito mais desgastadas contra as descansadas sobrinhas de Tio Sam e sob o sol inclemente da tarde do verão francês.

Previsão de 30 graus e eventuais pancadas de chuva.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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