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Furacão, Mengão e um jogão

Juca Kfouri

10/07/2019 23h29

O Athletico deu uma aula de futebol durante todo o primeiro tempo na Arena da Baixada com quase 23 mil torcedores.

Encurralou o Flamengo, correu pouquíssimos riscos, fez dois belos gols de pé em pé, ambos em impedimento bem assinalados.

Erro grave da arbitragem foi o de não ter visto Diego Alves pegar com a mão uma bola fora da área, que deveria valer a marcação da falta e a expulsão do goleiro.

O rubro-negro paranaense mostrou estar com saudades de jogar e jogou com velocidade, inversão constante de lado, deslocamentos constantes, uma beleza e um gol incrível perdido pelo jovem zagueiro Halter.

Jorge Jesus fez o rubro-negro carioca voltar mais aceso para o segundo tempo e, de cara, teve a chance de sair na frente, mas Gabigol foi neutralizado pelo goleiro Santos.

Se o zagueiro Halter perdeu gol feito no fim dos 45 minutos iniciais, o outro zagueiro, Léo Pereira, não perdoou e aproveitou uma cobrança de escanteio com desvio de Willian Arão para, na segunda trave, enfim, fazer o 1 a 0 que o Furacão merecia havia tempo.

Em seguida Halter se machucou e deu lugar ao ex-santista Bambu.

Então, Marcelo Cirino foi derrubado por Renê na área e, depois de intermináveis sete minutos por intervenção do VAR, o assoprador de apito marcou falta em Rodrigo Caio em lance anterior.

Éverton Ribeiro e Diego entraram nos lugares de Vitinho e Cuellar, aos 19', e, em seguida, Gabigol recebeu cobrança de lateral de Renê, se aproveita de bobeada de Léo Pereira e empata encobrindo Santos: 1 a 1.

Um castigo para o Athletico, mas é o futebol…

Por pouco, aos 21', Gabigol, de cabeça, não virou.

E, logo depois, Santos fez milagres para evitar a virada em arremates de Bruno Henrique e Gabigol.

O jogo seguia muito bom, lá e cá, agora com o Flamengo melhor.

Nikão fora, Bruno Nazário dentro, aos 30'.

Piris da Mota no lugar de Bruno Henrique, aos 36'.

Marcelo Cirino fez o gol do 2 a 1, mas, novamente, havia impedimento no lance.

O torcedor atleticano tinha motivos de sobra para morrer de raiva e viu Cirino sair para Vitinho entrar.

Na quarta-feira, no Maracanã, tem mais!

Os primeiros 90 minutos valeram a pena.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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