Topo
Blog do Juca Kfouri

Blog do Juca Kfouri

Categorias

Histórico

Empate monumental, e imerecido, para o Cruzeiro

Juca Kfouri

23/07/2019 21h16

O Cruzeiro foi para o intervalo no Monumental de Nuñez como queria ao começar o jogo com o River Plate e, mais ainda, como desejava ao fim do jogo: com o empate.

Mas não precisava se deixar imprensar tanto em seu campo, praticamente sem ameaçar o rival, embora, também seja justo dizer, tenha corrido poucos riscos, na batata apenas um, em bola em que Fábio deu rebote e Fernández perdeu gol feito.

Parecia óbvio, no entanto, que se não agredisse um pouco que fosse no segundo tempo sairia derrotado de Buenos Aires.

E, na verdade, é revoltante ver como, em regra, e ao contrário dos times argentinos, os brasileiros se acoelham quando jogam fora de casa.

Assim que o segundo tempo começou, com Ariel Cabral no lugar de Robinho, Marquinhos Gabriel recebeu em impedimento para fazer 1 a 0, como o VAR constatou.

Pelo menos o Cruzeiro dava um susto no rival.

Não foi bem assim, porque logo o River retomou o mesmo ritmo do primeiro tempo.

Aos 15 minutos, Lucas Pratto foi chamado para o 15º Cruzeiro x River, que vivia seu primeiro empate.

Thiago Neves foi embora e David entrou.

Nem Fábio, nem Armani, tinham trabalho, mas David deu força ao time mineiro, que errava passes em demasia.

O jogo era um retrato do atual futebol sul-americano: modorrento, como, em regra, foram os jogos da Copa América recentemente no Brasil.

Se o Cruzeiro forçasse um pouco mais poderia achar seu gol, para fazer a glória de Mano Menezes.

Marcelo Gallardo não estava nada feliz com o futebol de seu time no belo gramado do Monumental de Nuñez.

Aos 31', machucado, Lucas Romero deu lugar a Jadson que se revelou também incapaz de armar um simples contra-ataque.

E o 0 a 0 permanecia, até porque o assoprador chileno de apito não marcou um pisão de Dedé em Montiel dentro da área brasileira, em pênalti não assinalado, e porque, aos 38', Pratto desperdiçou cabeçada preciosa.

Curioso que o VAR não tenha sido acionado para ver a falta de Dedé.

Egídio também teve uma boa chance, aos 42', mas mandou por cima.

E, aos 51', Henrique fez a bobagem de cometer um agarrão na área e o VAR pegou.

Suárez bateu em Belo Horizonte.

Os últimos minutos foram melhores que todos os demais, porque, ao menos, tensos e com gols perdidos.

Pratto disse que não bateu o pênalti porque Fábio o conhece bem.

Que o Cruzeiro se prepare para ser agredido no jogo de volta no Mineirão, na terça-feira que vem.

Quinze jogos, primeiro empate, dez vitórias cruzeirenses e quatro argentinas.

Tudo que o Cruzeiro queria.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

Mais Blog do Juca Kfouri