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Cruzeiro massacra o Galo

Juca Kfouri

11/07/2019 21h53

De velho antes de começar mais um Cruzeiro x Atlético Mineiro o absoluto desrespeito ao Hino Nacional, com as duas torcidas entoando seus cantos e com alguns jogadores em pleno aquecimento, nem aí para a posição de sentido.

Como em todos os estádios brasileiros.

O çábio que inventou a lei que obriga a tocá-lo deveria desinventar, em homenagem ao Hino.

De novo, as ilustres presenças dos centroavantes e artilheiros Fred e Ricardo Oliveira no banco.

Pedro Rocha e Alerrandro entraram nos lugares dos veteranos no Mineirão com 46 mil torcedores, maior público das quartas de final da Copa do Brasil.

Mano Menezes abria mão do centroavante centroavante, fixo.

Rodrigo Santana apenas optou pelo sangue novo contra a experiência.

Alerrandro Barra Mansa Realino de Souza tem apenas 19 anos, contra 39 de Ricardo de Oliveira, que poderia ser seu pai.

Logo aos 12 minutos, Mano Menezes deu-se melhor com sua escolha, porque Pedro Rocha driblou Elias para um lado, depois outro para o outro e, de esquerda, de fora da área, soltou um petardo que Victor não teve como pegar: 1 a 0, num golaço.

Aos 26' teve mais.

Pedro Rocha ganhou dividida com José Welison antes do meio de campo, avançou, driblou Victor e passou para Thiago Neves fazer 2 a 0 com o gol escancarado.

Maior campeão da Copa do Brasil, com seis títulos, atual bicampeão, a Raposa reinava no clássico sobre o qual não há acordo entre os dois clubes nem sobre quantas vezes se enfrentaram.

Para o Galo tratava-se do 508º clássico, com 204 vitórias suas e 169 derrotas.

Para o Cruzeiro era o 492º, com 168 vitórias e 192 derrotas.

Enquanto Pedro Rocha era o nome do jogo, Alerrandro não pegava na bola.

Os atleticanos sofriam com a presença do atacante capixaba e os gremistas sofriam pela ausência dele, saudosos de seus gols.

O intervalo chegou com a tranquila vantagem cruzeirense, mas, como se sabe, ninguém fica tranquilo nesse clássico.

O Galo voltou com Otero no lugar de Luan.

E tomou novo golaço, desta vez de Robinho, logo aos 9'.

Ele chutou de esquerda e a bola bateu em Rever.

Voltou para sua matada no peito, peito mesmo, e também com o outro peito, o do pé direito, colocou no canto de Victor, que ainda se levantava do primeiro chute.

Em bom português, o Cruzeiro massacrava o Atlético.

Dizer que compensava os nove jogos sem vitórias seria um exagero, mas quase…

Restava ao Galo tentar diminuir a catástrofe para chegar vivo ao jogo de volta e para tanto trocou Cazares por Geuvânio, aos 21'.

Fred, 35 anos, substituiu Robinho, 31, aos 28'. Que luxo!

O Galo respondeu com Jair no lugar de José Welison.

Jadson veio para o jogo no lugar de Pedro Rocha.

O Cruzeiro não fazia questão do quarto gol, ao contrário do Galo que insistia em busca do primeiro.

David ainda entrou no lugar de Thiago Neves, aos 46'.

Mas o retumbante 3 a 0 permaneceu até o fim.

O Cruzeiro está nas semifinais da Copa do Brasil de novo.

Ou não…

Ou não?!

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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