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Armani castiga o Cruzeiro

Juca Kfouri

30/07/2019 21h22

Como você cansou de ler aqui, o River Plate foi para cima do Cruzeiro em pleno Mineirão como se não tivesse amanhã.

A covardia do Cruzeiro no Monumental de Nuñez é coisa nossa, não dos hermanos.

E o time argentino foi bem melhor no primeiro tempo, embora a jogada mais próxima de virar gol tenha sido brasileira, com a bola explodindo na trave numa disputa entre Pedro Rocha e o goleiro Armani, aos 15 minutos.

Mas o Cruzeiro pouco criava e o River, ao contrário, pelo menos por três vezes pôde abrir o placar.

O segundo tempo não parecia reservar coisa boa ao time brasileiro, a menos que se desapegasse do jeito Mano Menezes de ser e ousasse.

Os primeiros cinco minutos mostraram o mesmíssimo panorama, com o River na pressão e o Cruzeiro se defendendo.

Claro, o Cruzeiro poderia achar um gol, em contra-ataque ou numa bola vadia.

O que só encheria mais a vaidade de Mano, alegraria o torcedor com a sobrevivência na Libertadores, mas não encobriria a mediocridade do desempenho.

A sorte mineira estava na ansiedade de Lucas Pratto, em noite amarga, e, é óbvio, naquele pênalti mandado nas nuvens em Buenos Aires.

Só aos 12' o Cruzeiro ameaçou, com Orejuela que tentou cruzar, mas quase fez o gol não fosse o toque salvador de Armani.

Então, Robinho foi para o jogo no lugar de Ariel Cabral.

O colombiano Orejuela, aliás, era o mais corajoso do time brasileiro.

E foi a partir daí que o Cruzeiro começou a se assenhorar do jogo, embalado pela torcida.

O River que havia voltado com Palacios no lugar de Ponzio, tirou Pratto para botar Suárez, o do pênalti, em campo. Porque perdia espaço.

Marcelo Gallardo queimou a última troca aos 70', com De La Cruz no lugar de Fernández, enquanto Fred entrou no lugar de Pedro Rocha.

Enfim, o jogo era do Cruzeiro.

Por que não jogou como afinal jogava é o que Mano precisa explicar.

O River já parecia feliz com o empate e fisicamente desgastado.

Mas, aos 83', Suárez deu um susto, bem evitado por Fábio.

Chegava-se aquele ponto que se alguém acendesse um fósforo o Mineirão explodiria.

David entrou no lugar de Marquinhos Gabriel, aos 85', no jogo que iria aos 94'.

Numa cobrança de tiro de meta aos 92', Fabío mostrou que estava confiante em que se daria bem nos pênaltis, tal sua falta de pressa em batê-lo.

Vieram os pênaltis depois de 180 minutos sem gols. Ninguém merece.

A fé de Fábio ou a elegância de Armani?

O capitão Henrique bateu mal e Armani pegou bem.

De La Cruz crucificou Fábio: 1 a 0.

Fred empatou.

Montiel fez 2 a 1, inapelável.

David bateu fraco, cheio de frescura e Armani pegou.

O River fez 3 a 1 com Martínez.

Robinho fez 2 a 3.

O River fez 4 a 2 e segue na luta pelo bi.

O Cruzeiro, perto da ZR do Brasileirão, está fora da Libertadores.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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