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Empate bom para o Timão e ruim para o Cruzeiro

Juca Kfouri

08/06/2019 20h50

De certa forma o Corinthians visitou o Mineirão para um repeteco do jogo no meio da semana no Maracanã.

A exemplo do Flamengo, o Cruzeiro é individualmente muito superior.

Diferentemente do que aconteceu no Rio, os visitantes não foram melhores que os anfitriões no primeiro tempo, quando voltaram a ficar mais tempo com a bola, mas não chutaram a gol.

O Cruzeiro, ao contrário ao contrário, chegava constantemente, ou com chutes de fora da área, ou em jogadas dentro da área paulista.

Para agravar as ausências alvinegras de Cássio, Fagner e Vagner Love, o time ainda perdeu Michel, substituto de Fagner, aos 17', substituído pelo menino uruguaio, e zagueiro de área, Bruno Méndez, 19 anos.

O reencontro dos corintianos com Rodriguinho não aconteceu, mas Thiago Neves, Robinho, Sassá, Pedro Rocha, davam trabalho para o goleiro Walter, enquanto Fábio via o jogo de dentro do gramado, acionado apenas uma vez pelo fogo amigo de uma bola mal desviada por Léo.

E um pálido primeiro tempo acabou sem gols.

Provavelmente para a etapa final Mano Menezes recomendaria que o lado direito da defesa adversária fosse mais explorada, por ter um não especialista na posição.

E mesmo que o jogo seguisse morno, a tendência indicava a vitória mineira.

No intervalo foi prestado um minuto de silêncio em homenagem a um cartola da Federação Mineira que morreu na sexta-feira.

Como sempre, ninguém deu a menor pelota.

Quando a burrice nacional se dará conta que em vez de homenagear acaba por desrespeitar os mortos?

Aos 2 minutos da etapa final, com Júnior Urso, o Corinthians deu seu primeiro chute a gol, fraco porque amortecido pela zaga.

Walter, em seguida, teve de evitar gol de Dedé, de cabeça.

Era a terceira cabeçada defendida por ele.

Como só com Jadson o Corinthians não funciona, e só com Sornoza também não, Fábio Carille optou por escalar os dois. E o Corinthians continuou não funcionando.

Inegável, porém, ter o Alvinegro voltado mais agressivo, capaz de empurrar o Cruzeiro para seu campo de defesa.

Ou Mano Menezes mandou atrair o rival?

Claro estava que empatar fora de casa não era mau resultado para os paulistas, embora fosse para os mineiros.

Aos 17', Jadson pôs a bola na cabeça de Danilo Avelar e Fábio fez grande defesa.

O Corinthians crescia em Belo Horizonte.

David e Raniel entraram nos lugares de Pedro Rocha e Sassá, aos 20'.

Nova cabeçada de Dedé exigiu outra defesa de Walter, aos 21'.

O segundo tempo era bem melhor que o primeiro e Everaldo estreou no Timão no lugar de Sornoza, logo depois de David receber com açúcar de Thiago Neves e Walter salvar novamente, como se fosse Cássio, numa pressão impressionante do Trem Azul, com Dodô também vendo o goleiro alvinegro de amarelo evitar seu gol.

Na primeira bola de Everaldo ele chapelou David com categoria.

O jogo foi ficando interessante, porque era claro que ninguém queria perder e todos já queriam ganhar, os corintianos inclusive.

Ariel Cabral foi trocado por Jadson aos 30'.

Dois filhos de Jad em campo só no futebol brasileiro…

Aos 34', um lindo chute de Dodô bateu na trave corintiana que chamou Richard para o lugar de Júnior Urso, esgotado.

O gol cruzeirense amadurecia como aconteceu com o do Flamengo pela Copa do Brasil.

Henrique, Sornoza, Richard e Everaldo formavam o quarteto que estranhamente veio das Laranjeiras para o Parque São Jorge.

De voleio, Gustagol assustou Fábio, aos 37'.

Qualquer resultado, também como no Maracanã, seria justo.

Então, aos 40', falta perigosa para Thiago Neves bater.

Mas foi Robinho quem bateu, e na barreira, para frustração da torcida azul.

O jogo terminou com o Cruzeiro no ataque e, claro, o Corinthians na defesa: 0 a 0.

Antes da parada da Copa América, o Cruzeiro vai ao Castelão e o Corinthians à Vila Belmiro.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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