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Sampaoli faz desfile para Luxemburgo ver

Juca Kfouri

12/05/2019 17h57

Vanderlei Luxemburgo, como se sabe, é experrrto.

Acertou com o Vasco na quarta-feira e em vez de assumir o time e já treiná-lo para enfrentar a pedreira do Santos, no Pacaembu, preferiu dar a desculpa de que tinha de lançar uma cachaça na sexta-feira, numa demonstração de profundo respeito ao Vasco.

Deixou sua estreia para o jogo contra o Avaí, em São Januário.

Caso o Vasco perdesse para o Santos, ele não teria nada com isso, mero observador no Pacaembu.

Se obtivesse um bom resultado, daria um jeito de dizer que teve o dedo dele.

Mas o Vasco tem Sidão, garantia de bons passes para os…adversários.

E ele deu para Pituca abrir o placar logo aos 18 minutos, depois de o Santos já ter criado três boas chances de gol, uma delas salva por Pikachu na linha fatal.

Três minutos depois, numa boa trama cruzmaltina pelo meio da retaguarda, de pé em pé, Máxi Lopez empatou: 1 a 1.

Mas o gringo estava impedido e o VAR anulou o gol outros três minutos depois.

Só dava Santos diante de um Vasco nervoso e desestruturado.

Em bela jogada pela esquerda de Rodrygo, aos 32', em mais uma saída horrorosa da defesa carioca, o menino ampliou: 2 a 0.

Estava fácil, extremamente fácil.

Luxemburgo desceria ao vestiário no intervalo ou preferiria tomar uma caninha?

Que dureza!

Sidão fez mais uma lambança ao trombar com a zaga e Lucas Veríssimo cabeceou na trave vascaína, aos 43'.

Um pequeno massacre do time de Jorge Sampaoli.

Dois vira quatro acaba?

Bruno César e Andrey entraram nos lugares de Raul e Luiz Gustavo.

O Vasco voltou mais corajoso e Lucas Mineiro cabeceou na trave santista aos 3'.

Dedo do Luxa?

Só que o Cruzmaltino se abria e dava espaço para o Santos explorar.

Pelo menos o jogo estava mais equilibrado, diante de poucos 12 mil torcedores.

Aos 11', Alison substituiu Jean Lucas e, aos 14', Jean Mota entrou no lugar de Sasha.

Sampaoli fechava mais o meio de campo e, ao mesmo tempo, renovava o fôlego do ataque.

A verdade é que o terceiro gol estava mais maduro que o do Vasco e Carlos Sanchez o jogou fora de maneira incrível, aos 20'.

Em seguida, foi a vez de Soteldo mandar a bola no travessão carioca.

Valdivia entrou no lugar de Rossi, como última troca, aos 24'.

O Santos desfilava para Luxemburgo ver e Sanchez mandou outra bola no travessão em contra-ataque perfeito, aos 25'.

Aos 27', finalmente, o terceiro gol, de Soteldo, em brilhante jogada de Rodrygo.

Luxemburgo dirá que Sampaoli não é novidade, mas o fato é que o time do argentino não pára nem quando está com a vitória assegurada, porque respeita o torcedor.

E não foi de quatro, ou de cinco, ou até mesmo de seis, por detalhe.

O Vasco completou seu quarto jogo sem vitória, com apenas um ponto, em último lugar.

Mas Luxemburgo não achou que era o caso de pegar o touro à unha…

E sou eu quem não respeita o Vasco.

Tem torcedor que é cego.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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