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Palmeiras, grande, vence o Botafogo, pequeno

Juca Kfouri

25/05/2019 17h57

Quem tenha visto o primeiro tempo entre Botafogo x Palmeiras no Mané Garrincha, em Brasília, diria: "Mas o Botafogo jogou como time pequeno, só na defesa".

Verdade que o Alviverde imprensou o Alvinegro em seu campo de retaguarda que, mesmo com mais posse de bola, não agredia.

Parecia feliz com o 0 a 0, enquanto o Palmeiras buscava o gol.

Consciente de sua inferioridade dentro e fora do gramado, porque na arquibancada a torcida palmeirense era maioria — noutra demonstração do apequenamento do time da Estrela Solitária, cuja direção tirou o jogo do Nilton Santos.

Era difícil imaginar que o Botafogo resistisse no segundo tempo.

Até porque meio time carioca estava amarelado.

E não deu outra.

Deyverson foi pisado na área, o VAR acionado para marcar o pênalti e Gustavo Gómez fez 1 a 0, aos 16 minutos, inadmissíveis mais de seis minutos depois da falta na área botafoguense.

Se antes do pênalti o Botafogo tinha cinco jogadores amarelados, depois tinha nove!

Verdade que um deles, Valencia, já estava substituído e outro, Bochecha, estava apenas no banco.

Mas o placar era justíssimo.

Quem sabe se, perdendo, o time de Barroca criaria coragem para atacar.

Ferrareis foi o 10° amarelado, aos 23'.

Time pequeno ou de várzea, você decide.

Quem seguiu em busca do gol foi o líder do Brasileirão, mesmo no lamentável gramado do Mané Garrincha, já com Gustavo Scarpa, aos 28', no lugar de Zé Rafael.

O Verdão completava sua 29ª partida invicta desde o Brasileirão passado.

Não fazia uma grande apresentação, como contra o Santos, também porque o Botafogo se recusava a jogar, diante de 33.143 torcedores, maioria esmagadora de alviverdes.

Diogo Barbosa quase faz um gol de placa e Dudu também teve o segundo gol à disposição, mas mandou por cima.

Nos acréscimos, Deyverson também desperdiçou o segundo gol.

A dupla de zaga Luan/Gómez completava 1076 minutos sem sofrer gol.

A força do Palmeiras é desproporcional em relação aos seus adversários.

E leia AQUI para quem o Botafogo vendeu seu mando de campo, lembrando que as três vitórias do time foram no Rio e as três derrotas fora do Rio.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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