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Mesquinharia e perseguição no Flamengo

Juca Kfouri

17/05/2019 17h20

O ex-presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Mello será julgado pelo Conselho de Administração do clube na na próxima segunda-feira, e pode ser suspenso por 180 dias, primeiro passo para a sua expulsão do clube.

O banimento de Bandeira virou verdadeira obsessão da atual diretoria rubro-negra, que quer vê-lo fora da disputa das próximas eleições em 2021.

O vice-presidente geral de Landim, Rodrigo Dunshee, escalado para liderar o movimento, já veio a público defender o exílio de Bandeia.

Dunshee, que acumula a vice-presidência jurídica, sonha em ser o próximo presidente do clube e já teria um acordo com Landim sobre isso.

O primeiro movimento está em tirar Bandeira do caminho.

A desculpa para a punição do ex-cartola é uma divergência acerca das cores das chapas que disputaram a última eleição.

A confusão aconteceu por conta de uma mudança de última hora na regra da inscrição das chapas feita pelo presidente do Conselho de Administração, Bernardo Amaral .

Com a vitória de Landim, Amaral viu garantida sua recondução ao cargo. A acusação alega que o Bandeira teria entrado na justiça contra o clube para favorecer a chapa que apoiava.

Segundo Bandeira, todas as suas ações no caso se deram para defender o estatuto do clube e foram respaldadas por parecer técnico da diretoria jurídica.

O relatório da comissão de inquérito, uma peça repleta de ódio e de parcialidade, acusa Bandeira de ameaçar o presidente do Conselho de Administração Bernardo Amaral, de destratar uma funcionária, e de ter obrigado o diretor jurídico a produzir o parecer que orientou sua decisão.

O diretor jurídico e a funcionária negam que tenham sofrido qualquer pressão ou ofensa de Bandeira.

O único a respaldar a versão dos inquisidores é o aliado de primeira hora de Dunshee, Bernardo Amaral.

A articulação para cassar Bandeira conta com o mal disfarçado apoio de Rodolfo Landim, o novo aliado da direção da CBF.

Em matéria de mesquinharia e perseguição, poucas vezes se viu atitudes tão pequenas.

O "moderno" Landin surfa no saneamento feito por Bandeira e age como coronel.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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