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Duelo entre Mosqueteiros fica em modorrento 0 a 0

Juca Kfouri

2011-05-20T19:20:57

11/05/2019 20h57

Corinthians e Grêmio jogaram um tempo inteiro entre as intermediárias, com quase nenhuma criatividade para furar os bloqueios defensivos.

Os Mosqueteiros não mostravam nenhum poder de fogo.

Tanto que houve apenas dois lances emocionantes durante os 45 minutos iniciais: quando Clayson conseguiu chegar à linha de fundo e pôs a bola na cabeça de Boselli para a única, e muito boa, defesa de Paulo Victor.

Cássio nem isso precisou fazer, porque o lance de emoção gaúcho foi numa cobrança de falta por Luan que beijou a trave alvinegra.

Além desses dois momentos houve um terceiro digno de nota: quando Everton chutou a bola no braço colado ao corpo de Fagner e o assoprador de apito achou de marcar pênalti.

Para sorte dele existe o VAR e ele voltou atrás.

Esperava-se muito mais dos dois Mosqueteiros.

Fábio Carille sacou Boselli, decepcionante mais uma vez, e pôs Vagner Love, que na primeira bola que pegou deixou Geromel no chão e exigiu grande defesa de Paulo Victor, com 30 segundos do segundo tempo.

Aos 2 minutos, Love, de novo, fez Paulo Victor trabalhar.

O jogo ficou mais franco, Cássio teve de fazer sua primeira defesa e o Corinthians conseguia envolver o lado direito da defesa gremista com boas trocas de bolas, algo que havia desaparecido do arsenal alvinegro.

Aos 15', Renato Portaluppi chamou Thaciano e tirou Montoya.

Depois de longo e tenebroso inverno, eis Júnior Urso substituiu Ramiro, aos 24'.

Uma furada de Matheus Vital dentro da área fazia o retrato perfeito de um jogo em que o 0 a 0 era ruim para os donos da casa e péssimo para os visitantes, ainda sem vitória no Brasileirão.

Também não era nada bom para quem via, além dos 36.360 pagantes.

André saiu e Vizeu entrou aos 34'.

A resposta corintiana veio com a estreia de Regis no lugar de Sornoza.

A possibilidade de sair um gol era mais ou menos equivalente a de se achar petróleo em Itaquera.

Pepê no lugar de Luan foi a última troca gremista.

Para não perder o hábito, na primeira bola de Regis, ele foi derrubado por Kannemann na entrada da área.

Todos merecíamos coisa melhor.

Que tristeza, hein senhor Carille?

Que tristeza, hein senhor Portaluppi?

Que sono, senhoras e senhores!

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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