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São Paulo esbarra na covardia corintiana

Juca Kfouri

2014-04-20T19:18:04

14/04/2019 18h04

No Morumbi tomado pelos tricolores, a má notícia para eles foi a ausência de Liziero, machucado, que se somava à ausência já prevista de Pablo.

Everton foi escalado por Cuca no meio de campo.

No Corinthians, sem Danilo Avelar, Júnior Urso se machucou na primeira hora de jogo e Richard o substituiu.

O primeiro tempo foi nervoso, tecnicamente ruim, e a única emoção causada por Arboleda, já no acréscimos quando Cássio teve defender uma cabeçada dele em três tempos, evitando o gol com o pé esquerdo.

Jadson estava em campo, mas não jogava.

E o São Paulo, que queria levar vantagem para o jogo de volta, não criava o suficiente para incomodar.

O Corinthians até tentava, principalmente com Clayson, mas ficava na tentativa.

O 0 a 0 foi a coroação do que se viu nos 45 minutos iniciais.

O São Paulo voltou com Hernanes no lugar de Carneiro.

E logo de cara teve uma falta na entrada da área para bater, mas bateu mal.

Antony, de um lado, e Ramiro, do outro, decepcionavam.

O Tricolor ficava com a bola e, aos 12 minutos, Hernanes experimentou de fora da área para ótima intervenção de Cássio.

O Corinthians aceitava ser acuado e tinha dois jogadores inúteis: Jadson e Gustagol, o último porque a bola na chegava.

Num raro ataque, aos 17', Ramiro desceu pela direita, mas Gustagol errou o cabeceio.

Nenê no jogo, aos 20', no lugar de Everton.

O São Paulo apostava nos seus veteranos.

Estranhamente, Fábio Carille optou por botar Mateus Vital no lugar de Jadson.

De fato, contra o Santos, Sornoza havia sido uma negação, mas Vital?!

O São Paulo rondava a área e o Corinthians parecia não ter aprendido nada com a derrota para o Santos.

Cuca pôs Helinho no lugar de Igor Gomes, que jogava bem, numa ousadia para ganhar mais combate um contra um.

O jogo chegava aos 30 minutos com os visitantes felizes da vida com o empate. Uma lástima.

Covardia é pouco para definir, taticamente, a atuação alvinegra.

Porque a defesa se virava bem, Ralf era o de sempre, Clayson fazia o que podia, mas o conjunto…

Aos 35', Henrique errou cabeçada livre em cobrança de escanteio e Hernanes respondeu em seguida com um tirambaço perigoso.

Aos 39', Luan chutou, a bola desviou em Clayson e não traiu Cássio por pouquíssimo.

Vagner Love substituiu Ramiro, muito mal, aos 40'.

Tiago Volpi ou um cone daria na mesma, diante de 59 mil torcedores.

Será que em Itaquera, no domingo que vem, o Corinthians irá ao ataque ou esqueceu como se faz?

Sim, é verdade, também faz três jogos que o São Paulo não marca um golzinho, mas, ao menos, com todas as deficiências, tentou.

Aos 49', o VAR interveio por mais de dois minutos, e a torcida, com razão, gritou "Vergonha", porque Henrique foi puxado dentro da área.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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