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Vasco mantém invencibilidade no fim apesar do assoprador de apito

Juca Kfouri

2009-03-20T19:20:58

09/03/2019 20h58

O Clássico das Multidões atraiu uma multidinha (29 mil torcedores) ao Maracanã, mas Vasco e Flamengo começaram o jogo de maneira animadora, em busca do gol, com os vascaínos desperdiçando duas chances claras em cabeçadas sem marcação e com os rubro-negros mais tempo com a bola e com mais finalizações.

Assim foi durante bem uns 15 minutos e de repente, não mais, parece que os dois times se lembraram que jogar bem e francamente está proibido no Brasil e voltaram ao rame-rame de sempre até terminar o primeiro tempo.

Menos mal que logo no começo do segundo tempo Everton Ribeiro tenha puxado esperto contra-ataque que Vitinho concluiu com passe precioso para Arrascaeta abrir o placar.

O Vasco então foi para cima, mandou bola na trave com Leandro Castán e deu espaço para o Flamengo buscar o 2 a 0 em contra-ataques.

Aos 13 minutos, o Vasco trocou Pikachu por Rossi e seguiu em busca de manter sua invencibilidade na temporada, obrigando o goleiro César a fazer boas defesas.

Bruno César e Bruno Henrique entraram aos 21', nos lugares de Galhardo e de Vítor Gabriel.

Alberto Valentim queria mais ação no ataque e Abel Braga mais velocidade no contra-ataque.

Fato é que o jogo estava, ao menos, animado, lá e cá, embora repleto de erros primários.

Vitinho se machucou e Lucas Silva o substituiu assim como Raul, trocado por Ribamar.

O menino Klebinho substituiu Everton Ribeiro, aos 31.

Castán deu um empurrão grosseiro em Bruno Henrique na cara do bandeirinha e o cara de pau se fez de rogado.

A arbitragem brasileira é proporcional ao nível técnico do nosso futebol.

Lucas Mineiro, aos 36', perdeu a terceira cabeçada livre do Cruzmaltino que poderia resultar em gol, as duas primeiras para abrir o marcador, a terceira para empatar.

Máxi Lopez foi derrubado Hugo Moura na área aos 41, mas o assoprador de apito fingiu não ver.

Aos 47', Rodinei perdeu um gol incrível ao dar tempo para Danilo Barcelos salvar, em passe de Bruno Henrique que abriu mão de fazer o tento.

E no minuto seguinte Marrone também foi derrubado na área para, enfim, o assoprador assinalar.

Máxi Lopez bateu e empatou.

A invencibilidade estava salva.

Foi justo.

Ao fim do jogo, o Flamengo inteiro foi para cima do assoprador.

Não devia.

O erro maior dele foi contra o Vasco.

Que reclame de Rodinei.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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