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Seleção vira ao jogar melhor no segundo tempo

Juca Kfouri

26/03/2019 18h38

Enquanto você trabalhava, estudava, se divertia, via um filme ou lia um livro, este seu empregado viu República Tcheca x Brasil.

Porque a vida é dura.

Ver a Seleção Brasileira tem sido um sacrifício.

Porque se o futebol que tem jogado é do nível baixo de nossos clubes com raras exceções, estes, ao menos, têm o suspense e a eventual emoção que despertam, diferentemente dos amistosos da Seleção.

Pois eis que o que vi no primeiro tempo foi de doer.

Acharia ótimo se fosse tcheco, porque o time deles amassou o nosso, a ponto de Alisson ter tido muito trabalho e o goleiro deles eu nem saber o nome.

Daí o resultado só de 1 a 0 no primeiro tempo te saído baratíssimo.

2 a 0 teria sido mais adequado ao andamento do jogo.

O time da CBF não existiu e os tchecos pareciam querer descontar os 5 a 0 que levaram dos ingleses na sexta-feira passada.

Mas se limitaram a fazer um gol, aos 36 minutos, com Pavelka, em bola desviada em Alan que matou Marquinhos e sobrou para o atacante chutar livre da entrada da área.

O segundo tempo prometia.

Prometia mais gols dos anfitriões em Praga.

Alguém jogava bem na Seleção Brasileira?

Sim.

Só Alisson!

Lucas Paquetá ficou no vestiário e Everton entrou.

Everton e Arthur no banco não dá para entender.

Logo aos três minutos, dois zagueiros tchecos bateram cabeça e Roberto Firmino não perdoou: 1 a 1 em bola que sobrou do céu.

Daí em diante os tchecos começaram a desabar, como se morrendo do esforço inicial.

Até Coutinho chutou a gol e o goleiro Pavlenka.

Tite percebeu e pôs David Neres no lugar de Richarlison, aos 17'.

Everton barbarizava pela esquerda e esperava-se o mesmo de Neres pela direita.

O jogo ficou equilibrado, mas ruim, com o Brasil melhor.

Arthur e Gabriel Jesus entraram aos 26', nos lugares de Casemiro e Coutinho.

Aos 31, Arthur e Neres entraram tabelando na área e o ex-são Paulino perdeu o gol na saída de Pavlenka.

Já era para estar 2 a 1 no segundo tempo, isto é, 2 a 2 no jogo…

O Brasil devolvia o amasso dos primeiros 45 minutos.

E, aos 38', Gabriel Jesus fez 2 a 1 ao receber de Neres sem goleiro pela frente, em jogada iniciada por Danilo ao lançar Neres.

Era justo é confortante para Tite ao resolver atacar com dois pontas abertos e agressivos.

Provavelmente Tite falará em "amplitude" embora melhor será falar em coragem.

As de Everton e Neres contra a esgotada República Tcheca.

Fabinho ainda entrou no lugar de Firmino, aos 42.

E Jesus fez 3 a 1, aos 44', em passe de calcanhar de Neres para Alan e dele para o ex-palmeirense.

Sim, foi justo e didático.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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