Pelo fim do Ninho do Urubu
O urubu surgiu na vida do Flamengo fruto do preconceito de quem se insurgia contra a presença negra na torcida mais popular do Rio de Janeiro.
Em 1969, um urubu com a camisa rubro-negra caiu no gramado do Maracanã antes do clássico começar.
A versão mais aceita é a de que a ave teria sido levada por um botafoguense, para zoar.
Outra, assumida por três torcedores do Flamengo, é a de que foram eles que a levaram.

Naquela tarde o Flamengo voltou a vencer o Botafogo depois de nove jogos sem ganhar e o genial cartunista Henfil, no Jornal dos Sports, adotou a ave como mascote no lugar do até então americanizado Popeye.

A Nação assumiu e o que era odioso virou simpática marca registrada.
Pois bem.
Está na hora de abandonar o urubu.
Cada vez que aparece a foto da entrada do Ninho do Urubu é impossível não associá-lo ao sentimento macabro da tragédia acontecida ali.

Que se mude o nome para Ninho dos Heróis e o urubu dê lugar a um menino com a camisa do Flamengo.
É a modesta sugestão de um jornalista corintiano.
Comentário para o Jornal da CBN desta quarta-feira, 20 de março de 2019.
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Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/










