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Galão estreia como pintinho

Juca Kfouri

05/02/2019 21h08

Contra ninguém, num estádio vazio e com bom gramado, em fim de tarde com cara de treino, eis que o Galo foi para o intervalo, em Montevidéu, diante do Danúbio, com inaceitável 1 a 1 no placar.

Depois de criar três chances de gol, o time mineiro abriu o marcador, aos 28 minutos, com Ricardo Oliveira, em milimétrico impedimento, e pareceu que faria as coisas fáceis, como deveria.

Mas não fez.

E acabou por tomar o empate no último minuto do primeiro tempo, na terceira chance de gol do pequeno Danúbio.

Porque ninguém respeita mais o futebol brasileiro, no que ninguém faz muito bem…

O Galo tinha a obrigação de ganhar no segundo tempo.

Restava saber se teria futebol.

Eis que o pobre Danúbio começou a etapa final pressionando, porque tinha se dado conta de que o bicho não era tão feio como pintavam.

A displicência brasileira era simplesmente irritante.

Estava feliz com o empate, confiante no jogo de volta?

Até que por volta dos dez minutos Ricardo Oliveira teve duas oportunidades, ambas neutralizadas pelo goleiro Cristóforo.

Era forçar um pouco que o segundo gol viria.

Só que quem forçou foi o Danúbio e São Victor teve de aparecer para evitar a virada.

Aos 18', Levir Culpi se encheu e sacou Elias e Chará, para botar Welison e Maicon.

O jogo não tinha a menor cara de Libertadores, o que, em última análise, é bom.

Jogo aberto, lá e cá, agradável se ver, mas ainda sim insuficiente para o Galo.

Ainda bem que Ricardo Oliveira existe.

De cabeça, no cruzamento de Maicon, enfim, venceu Cristóforo de novo, aos 32', para fazer 2 a 1.

Mas por incrível que pareça, Fábio Santos, que já havia ido mal no primeiro gol uruguaio, perdeu pelo alto, aos 35', e o Danúbio empatou outra vez: 2 a 2.

Se ontem os meninos uruguaios venceram os brasileiros por 3 a 2, hoje foi dia de os adultos de um time mínimo mostrarem as garras para o poderoso Galo.

É claro que na terça-feira que vem, no Horto, o Galo deve passar para enfrentar ou o Defensor uruguaio ou o Barcelona equatoriano.

Mas, com essa bolinha de hoje, não sei não.

Ninguém respeita e qualquer um encara o medíocre futebol brasileiro.

E ainda tem quem fique dizendo que os nossos times são superiores tecnicamente ou que o goleiro adversário foi o nome do jogo.

Hoje quem fez milagre foi São Victor.

Vamos mal. Muito mal.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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