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A incrível goleada do Manchester City

Juca Kfouri

10/02/2019 15h51

Quando terminou o primeiro tempo em Manchester, o City fazia 4 a 0 no Chelsea.

Em 24 minutos!

O mais impressionante estava em dois dados: o MC havia chutado cinco bolas ao gol rival e o Chelsea tinha mandado oito bolas contra o gol do adversário.

Dos arremates dos anfitriões houve um, de Agüero, autor de dois gols, na pequena área, desperdiçado pelo artilheiro argentino de maneira surreal, sem goleiro.

Os demais entraram, inclusive um magnífico, dele mesmo de fora da área, no ângulo, logo depois do gol incrivelmente perdido.

Sterling abriu o placar, aos 3', e Gundogan fez o quarto gol.

Das finalizações certas dos visitantes, duas exigiram ótimas defesas de Ederson, em chances nos pés de Pedro e de Higuaín.

O City dava show, mas o Chelsea, tirante duas bobeadas incompreensíveis no primeiro e no terceiro gols, jogava de igual para igual.

Vou exagerar: se a tarde fosse do Chelsea e não do City, o jogo poderia estar 2 a 2.

Mas, repita-se, estava 4 a 0 para botar o City na liderança, embora com um jogo a mais que o Liverpool.

O saldo de gols fazia a diferença a favor do City, 52 a 44, no intervalo do clássico.

Com tendência de aumentar no segundo tempo.

Sim, porque logo aos 5 minutos Agüero cabeceou no travessão um cruzamento de De Bruyne.

E aos 10' converteu um pênalti cometido em Sterling para fazer 5 a 0.

O que será que passava na cabeça de Higuaín ao ver o compatriota comemorar o terceiro gol dele?

Talvez para não tripudiar, Pep Guardiola sacou Agüero e pôs Gabriel Jesus no jogo liquidado, sacramentado e inesquecível.

Lembremos, apenas, que no próximo dia 24, City e Chelsea decidirão a Copa da Liga Inglesa, em Wembley.

Quase Jesus fez 6 a 0, impedido por pênalti de David Luiz não marcado e por defesa do goleiro Kepa.

Se Jesus não fez, Sterling, em estilo linha de passe, fez aos 35'. Um show!

Se houvesse misericórdia no futebol, o árbitro terminaria o jogo.

Como não há, o sétimo gol só não saiu por um triz, diante de 54 mil torcedores.

O técnico italiano Maurizio Sarri estará na final da Copa da Liga Inglesa?

Ele negou-se a cumprimentar Guardiola ao fim do jogo.

Fosse no tênis, teria sido um pneu, como lembrou o ótimo Paulo Andrade, narrador da ESPN.

Agüero levou a bola para casa.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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