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Um, dois, três, o mundo é freguês!

Juca Kfouri

22/12/2018 16h21

Para ser campeão, em regra, um time tem passar por cima de tudo.

Dos seus erros e dos erros dos outros, os assopradores de apito.

E precisa ter sorte.

O Real Madrid, por exemplo.

O Real Madrid ajuda a sorte.

Na semifinal, contra o Kashima Antlers, nos dois primeiros minutos, só não tomou o gol duas vezes por detalhes, uma grande defesa de Courtois e a falta de um toque na bola de três japoneses na cobrança do escanteio causado pela intervenção do goleiro.

Hoje, em seu primeiro ataque, só não ganhou um gol contra porque a trave impediu.

Em compensação, sofreu dois ataques que quase resultaram em gols, o segundo salvo por Sergio Ramos na linha fatal, em linda jogada de Elshahat, proporcionada por erro de Marcelo.

No minuto seguinte, de fora da área, Modric fez seu primeiro gol desde a Copa do Mundo, aos 13 minutos, porque quem não faz, toma.

O que teria acontecido caso tanto os japoneses quanto os emiradenses tivessem aberto o placar?

Instável como anda a equipe merengue, poderia ser desestabilizador.

Poderia, não foi e, depois do 1 a 0, o Real tomou conta e jogou o resto do primeiro tempo como se estivesse treinando.

Viu o ótimo goleiro baixinho Mohamed Ahmed fazer duas ótimas defesas e brincou de esconder a bola.

Tudo indicava que o segundo tempo seria o da goleada.

Os espanhóis foram criando chances em cima de chances até que Llorente, aos 60', pegou um tirambaço de primeira e de fora da área para fazer 2 a 0 num golaço.

Cabia mais.

Faltava o gol de Sergio Ramos, sempre presente em jogos decisivos.

Aos 78' não faltou mais.

Luka Modric bateu escanteio, o zagueiro subiu e cabeceou para fazer 3 a 0, agora com uma certa colaboração do goleirinho.

Digno e leal, o Al Ain aproveitou o relaxamento dos tri e heptacampeões mundiais e diminuiu aos 85', com Shiotani.

Nada que aguasse a festa madridista.

Até porque, Vinicius Junior arrancou pela esquerda e finalizou para fazer 4 a 1 aos 91', com desvio na zaga, gol contra de Nader.

Madrid se prepara para receber os maiores campeões da história do futebol.

Os jogadores comemoraram discretamente.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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