Blog do Juca Kfouri

Sterling faz recital de reggae na Inglaterra

Juca Kfouri

Quem vê Raheem Shaquille Sterling jogar pensa que ele só pode ter nascido na América.

Mas com esse nome e jogando no Manchester City e no English Team?

É claro. Sterling não é argentino, uruguaio ou, muito menos, brasileiro.

Nasceu, quase 24 anos atrás (falta uma semana para seu aniversário), em Kingston, que é nome de bairro londrino, mas, no caso dele, é mesmo a capital da Jamaica, ilha no Mar do Caribe, na América sim, mas do Norte.

Para Londres ele foi ao cinco anos levado pela mãe.

E hoje destila a magia do reggae pelos gramados do Reino Unido.

Agora há pouco, contra Bournemouth, ia fazendo um gol de placa, depois de se livrar, como ponta-direita, de cinco adversários e a bola, desviada, ir à trave.

Em seguida fez 2 a 1 para o Manchester City como se fosse centroavante, em rebote do goleiro depois de arremate do brasileiro Danilo.

O MC segue 100% em casa, mesmo ainda sem o belga De Bruyne, e hoje viu dois shows particulares, de Sané e do jamaicano, naturalizado inglês, Sterling.

Quem segue devendo no líder da Premier League é Gabriel Jesus, aparentemente incapaz de manter o alto nível com que se joga futebol naquelas bandas do mundo.

Acabou substituído por David Silva, 15 minutos antes do jogo acabar.

Aí, já no fim do jogo, Leroy Sané também fez jogada que Mané Garrincha, ou Canhoteiro, até porque foi pela esquerda, assinariam.

E Sané é…alemão!

OK, filho de senegalês, sangue africano nas veias, eleito como o melhor da partida.

Entende por que o futebol europeu tomou conta do mundo?

A miscigenação, que era característica sul-americana, também está globalizada.

O jogo terminou 3 a 1 e o time de Pep Guardiola, com sua legião estrangeira, segue o que há de melhor para se curtir no mundo da bola.