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Furacão saboreia empate em Barranquilla

Juca Kfouri

2006-12-20T18:00:37

06/12/2018 00h37

No lotado estádio Metropolitano de Barranquilla, o Junior pressionou o Atlético Paranaense durante todo o primeiro tempo, mas não levou maior perigo ao gol brasileiro.

A tentativa de engarrafar o Furacão não obteve o sucesso planejado, embora o time rubro-negro não tenha incomodado a meta colombiana a tal ponto de só ter conseguido um escanteio e aos 35 minutos de jogo.

O 0 a 0 não era mau negócio para os visitantes, mas com um pouco de coragem era possível completar a segunda metade do primeiro jogo da decisão da Copa Sul-Americana em vantagem.

E no primeiro minuto Léo quase abriu o placar em cabeçada rente ao poste após cobrança de escanteio.

Aos 5 minutos, em contra-ataque, Bruno lançou Nikão, Nikão achou Pablo e o centroavante, pela direita, bateu seco, para fazer 1 a 0!

Tiago Nunes mexeu com a cabeça de seus jogadores no intervalo, está na cara.

Mas uma hesitação do goleiro Santos, acompanhada de bobeadas de Pablo e de Jonathan, dois minutos depois, permitiu o empate: 1 a 1, gol de González.

O jogo morno dos 45 minutos iniciais virou fervura, aberto, nervoso.

Uma pena o empate porque o gol brasileiro foi construído, ao passo que o colombiano foi presenteado.

O estádio, que havia gelado, voltou a ferver.

Como miséria pouca é bobagem, Pablo se machucou e saiu para entrada de Rony, aos 15'.

Enfim, decisão sem drama não é decisão e o Furacão, ameaçado, também ameaçava.

Jonathan se redimiu ao salvar um gol na linha fatal, mas, na sequência, Rony fez pênalti infantil para Santos também tentar se redimir.

O zagueiro Pérez bateu, aos 27', e Santos não se redimiu.

O travessão fez as vezes do goleiro!

Ufa!

O 1 a 1 já estava bom demais.

Pérez bateu o penal como se fosse tiro de meta…

Rafael Veiga saiu para o volante Wellington fechar a casa paranaense, aos 32'.

O Atlético quebrava o ritmo do rival, trocava passes na defesa, inteligentemente satisfeito com o empate, sem desistir de buscar a vitória.

Se o estádio Metropolitano estava tomado, sua capacidade de pressão era prejudicada pelo tamanho e a distância entre as arquibancadas e o gramado.

Na Arena da Baixada, certamente, será diferente.

Os 40 mil torcedores esperados a transformarão no caldeirão inexistente em Barranquilla, mesmo com 20 mil a mais.

Lucho González saiu, esfalfado, aos 41', e Marcinho entrou.

Santos fez providencial defesa em saída segura já nos acréscimos.

Aos 48', fez uma defesaça, para se redimir inteiramente.

O empate, principalmente pelo pênalti perdido, teve delicioso sabor de vitória em segundo tempo muito bom.

Em casa haverá de ser outros 500.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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