Blog do Juca Kfouri

Furacão cala o Maraca de novo e Galo vai à Libertadores

Juca Kfouri

Em clima de festa no Maracanã, com record de mais de 66 mil torcedores, tomado pela torcida do Flamengo como foi habitual neste Brasileirão, os rubro-negros do Rio e do Paraná se enfrentaram em desigualdade de condições.

O Furacão com seus reservas mais Marcelo Cirino, se preservando para o jogo de ida em Barranquilla pela Copa Sul-Americana, e o Flamengo com o que tinha de melhor, vice-campeonato assegurado e despedida de Lucas Paquetá.

O Paranaense até surpreendeu ao partir para o jogo, mas sofreu um gol em cobrança de escanteio e cabeçada de Rhodolfo, bem colocada, mas fraca, com a sensação de que daria para o goleiro pegar, na metade do primeiro tempo.

Como Cazares havia aberto o placar logo aos 17 minutos de jogo, no Horto, contra o Botafogo, o que garantia a vaga do Atlético Mineiro na Libertadores, o xará Paranaense não tinha por que lamentar.

Buscará sua vaga, e já na fase de grupos, no torneio continental.

O Flamengo passou a mandar no jogo no Rio como o Galo mandava em Belo Horizonte.

No fim do primeiro, Felipe Alves se redimiu e salvou o segundo gol carioca, dos pés de Everton Ribeiro.

Tão surpreendente como o começo do jogo do Paranaense foi a troca de Cirino pelo artilheiro Pablo, no mínimo, temerária.

Tão prudente, o técnico Tiago Nunes arriscou.

E não é que o Furacão voltou ameaçador?

O Botafogo também, depois de não incomodar o Galo no primeiro tempo.

Lucho González foi outro titular a entrar no Furacão, no lugar de Diego, aos 19′.

E na primeira jogada dele, com Pablo, a bola acaba nos pés de Rosseto que empata ainda dentro do 19º minuto.

Depois de eliminar o Fluminense no Maraca no meio de semana, o Paranaense calava o estádio mais uma vez.

Dorival Júnior, também se despedindo?, lançou mão de Berrío, porque, é claro, não ficava bem empatar com adversário tão desfalcado. Saiu Éverton Ribeiro.

Acontece que o Furacão joga do mesmo modo esteja quem estiver em campo, com prejuízo técnico, é claro, mas com padrão invejável.

Daí, aos 25′, em jogada iniciada por Márcio na lateral do campo Paranaense com uma caneta sensacional, dele para Lucho, de Lucho para Rony e virada à Furacão.

Só faltava um gol do Botafogo, embora nada fizesse crer que fosse possível, para o Furacão assegurar vaga na Liberta e fazer o Galo, inferior no saldo de gols, torcer pelo xará na Sula.

Pará e Piris da Motta saíram, Rodinei e Vitinho entraram porque a coisa estava feia.

Ficou pior com a expulsão de William Arão, aos 37′, junto com Rony: 10 x 10, e Dorival Júnior também.

“Time sem vergonha”, gritava a Nação, da euforia à depressão, selando também a permanência de Dorival Júnior. Sobrou também para o presidente Bandeira de Melo, em fim de gestão.

O Paranaense vai para Barranquilla de moral altíssimo.

E o Mineiro à Libertadores!

Porque o Botafogo, com Kieza, perdeu gol feito nos acréscimos…

Um sustaço na massa atleticana.