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Entre a glória e a bancarrota: o futebol brasileiro em sua última década romântica

Juca Kfouri

2011-12-20T18:17:50

11/12/2018 17h50

POR MARCO SIRANGELO*

O futebol brasileiro na década de 1990 teve algo de especial. Foi nela que a Seleção não somente saiu de sua maior fila de Copas do Mundo, como também se distanciou das concorrentes como a grande e temida potência mundial a que estamos cansados de ouvir falar. Hoje em dia, é muito comum nos depararmos, nos inúmeros canais de comunicação relacionados ao futebol, com diversas menções a esta década, classificada como "raiz", um conceito que apesar de carregar bom humor, desqualifica o quanto o jogo de futebol evoluiu nos tempos atuais.

Maracanã, anos 1990

Dentre as muitas referências, destacam-se o comportamento extracampo dos jogadores, a irreverência perante a imprensa e listas impressionantes de jogadores que não tiveram chances em mundiais. A conclusão, um pouco óbvia, é de que havia uma certa abundância de talento disponível.

No contexto local, clubes como Vasco da Gama, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Cruzeiro e Grêmio montaram alguns dos grandes times de suas histórias e, como consequência, tiveram suas galerias de ídolos e troféus efetivamente preenchidas.

Porém, na década seguinte o cenário mudou para uma realidade em que os clubes não possuem poder de investimento e cujas análises sobre as finanças do futebol tomaram boa parte do espaço antes reservado apenas para gols e belas jogadas. Com base nisso, este texto procurou investigar essa modificação do panorama vivido pelos clubes brasileiros neste período de transição.

Contexto estrutural

A CBF mantinha o hábito de surpreender na fórmula de disputa dos campeonatos brasileiros, quase sempre anunciando-a em cima da hora. Em 1991 e 1992, o Brasileirão foi disputado por 20 times durante os primeiros semestres dos anos, tendo terminando em junho e julho, respectivamente, mas com regulamentos bem diferentes entre si. Em 1993, a competição foi inchada com um total de 32 participantes e teve início apenas em setembro. Sua fórmula de disputa foi totalmente diferente dos campeonatos anteriores e, também, em relação ao torneio seguinte em 1994, que por sua vez foi completamente oposto ao de 1995 (o primeiro que contabilizou a vitória com 3 pontos, algo que teve início em 1981 na Inglaterra e possui uma história bem interessante, como conta este artigo).

A partir de 1996, o formato se estabilizou com a padronização de que os oito primeiros colocados no turno único (disputado geralmente a partir de agosto) estariam classificados para a fase final. Isso foi mantido até 2000, quando a Copa João Havelange modificou rigorosamente tudo. Vale registrar que nenhum campeonato brasileiro foi igual ao anterior no que diz respeito ao rebaixamento, assunto que dominou mais a esfera judicial do que esportiva e foi marcado por históricas e até celebradas viradas de mesa.

Álvaro Barcellos, champagne e Fluminense na primeira divisão em 1997. (Gabriel de Paiva/O Globo)

Neste período, graças ao caráter semestral do campeonato nacional, os clubes disputavam os torneios regionais e, alguns, as Copas do Brasil e Libertadores nos semestres opostos ao Brasileirão (geralmente o primeiro). Também eram comuns campeonatos interestaduais, como o Rio-São Paulo, inúmeros torneios com caráter amistoso, como o Maria Quitéria e a Copa Centenário de Belo Horizonte (que trouxe até o Milan de Fabio Capello e George Weah para Minas Gerais em 1997) e excursões para outros países.

É possível concluir que o ambiente estrutural do futebol nacional, não somente em termos de organização de campeonatos, mas também em relação à gestão dos clubes era bastante instável. Neste contexto, uma iniciativa efetivamente contribuiu para a transformação deste cenário. Assim como descreve Videro Santos (2002), a Lei Pelé, oriunda da Lei Zico (que no fim acabou sendo usada para legalizar o bingo), buscou profissionalizar a gestão do futebol através da maior abertura dos clubes ao mercado. Entrando em vigor em 1998, a nova Lei modificou, especialmente, a relação dos clubes com os jogadores.

Assim como ocorrido na Europa como decorrência da Lei Bosman, em que os jogadores estariam livres para negociar com qualquer clube após o fim (ou até 6 meses antes do efetivo fim) de seus contratos sem que seus empregadores recebessem qualquer quantia pelo valor de seus passes, a Lei Pelé modificou a defasada Lei do Passe e teve como consequência um aumento no fluxo de transferência de atletas, principalmente para clubes de fora do país.

Outra importante consequência relacionada com a promulgação da Lei Bosman em 1995 esteve ligada à determinação de que um jogador nascido em um país pertencente à União Europeia não mais seria considerado estrangeiro nos clubes europeus. Por exemplo, contratado junto ao Ajax em 1993, o atacante holandês Dennis Bergkamp não mais contaria para a cota de estrangeiros de seu novo clube, a Inter de Milão.

Desta maneira, esses clubes passariam a buscar qualificar muito mais seus elencos, podendo contar com todo o talento europeu disponível, e mais os chamados extracomunitários, esses sim ainda restritos a uma cota estipulada pela Liga de cada país. Com isso, os tradicionalmente endinheirados times participantes das grandes ligas europeias, tais como a italiana e a espanhola, estavam com território quase irrestrito para formarem verdadeiras seleções mundiais.

Conforme demonstra o estudo de Poli, Ravenel & Besson (2016), a presença de estrangeiros nas cinco principais ligas europeias era de 18,6% na temporada 1995/96 (última anterior à Lei Bosman) e saltou para 35,6% ao final da temporada 2000/01. Uma vez que os europeus não mais afetariam as cotas de extracomunitários, essas estariam preenchidas, principalmente, com jogadores de outros continentes, principalmente o sul-americano.

Barcelona em 1999: 5 holandeses, 1 brasileiro, 1 português, 1 francês e 3 espanhóis. (Foto: fcbarcelona.com)

No Brasil, tradicional produtor de talento futebolístico, a venda de atletas para fora do país não era algo propriamente novo, assim como o jornalista Paulo Vinícius Coelho tratou em seu livro Bola Fora, de 2009. Mas foi nos anos de 1990 que o fluxo de transferências aumentou consideravelmente. No entanto, diferentemente do que observamos atualmente, os grandes clubes brasileiros possuíam poder de compra semelhante aos dos grandes europeus, graças a um contexto singular vivenciado nesta década.

As "parcerias"

Existe uma extensa produção acadêmica relacionada à economia do futebol e como a estrutura organizacional dos clubes evoluiu através dos anos. Assim como Brewer (2017), podemos avaliar que durante muito tempo, inclusive no Brasil, a grande fonte de receita dos times esteve ligada à venda de ingressos. Somente no fim dos anos 1980 que iniciativas de marketing e outras fontes de receita, como por exemplo as de direitos televisivos, passaram a compor uma parcela mais relevante nas finanças dos clubes.

Desta forma, o poder de investimento dos clubes, medido principalmente através do orçamento disponível para contratações e salários de novos jogadores, crescia a medida em que conseguiam diversificar suas fontes de receita ou quando recebiam injeções substanciais de recursos, algo visto por exemplo na Itália, onde muitos times foram vendidos para grupos financeiros com alto poder aquisitivo. No Brasil, apesar do aumento no patrocínio, os clubes tinham dificuldade em gerar receitas suficientemente relevantes a ponto de conseguir contratar muitos jogadores.

Neste contexto, mesmo anterior à Lei Pelé, a chamada co-gestão entre Palmeiras e Parmalat deu início a um período em que os clubes brasileiros estiveram abertos à estratégia de terceirização da gestão de seus departamentos de futebol. Após o sucesso de sua oferta pública inicial de ações (IPO) em 1990, a empresa de laticínios italiana, na época líder local em Market Share, implantou uma agressiva estratégia para expansão global de sua marca — vincular-se ao esporte. Com base nas experiências anteriores patrocinando o Real Madrid e adquirindo o controle do Parma, a Parmalat fechou contrato de patrocínio com importantes clubes sul americanos, como o Boca e o Peñarol.

Porém, pensando em como impactar o maior mercado do continente, firmou, em 1992, um contrato de oito anos cujo objetivo principal seria transformar o Palmeiras no time mais bem-sucedido do Brasil, de forma com que, como consequência, a marca italiana assumisse uma posição de destaque no mercado. Como demonstra Caballero (2014), em 1996 a empresa se consolidaria como líder de mercado no segmento de laticínios, enquanto o Palmeiras terminaria o período de parceria com 11 importantes troféus conquistados, entre eles dois Campeonatos Brasileiros e uma Libertadores.

No contexto do futebol, o sucesso desta parceria pode ser atribuído à profissionalização da gestão do departamento profissional, aliado à considerável injeção de recursos realizada pela Parmalat e também à quantidade de talentos à disposição no país, uma equação praticamente perfeita. Vale ressaltar, também, que a Parmalat obteve substanciais retornos decorrentes da venda de atletas, sobretudo ao exterior.

Com a promulgação da Lei Pelé, ocorreu um extenso movimento que visava modificar a personalidade jurídica dos clubes. Anteriormente tratados como sociedades e associações sem fins lucrativos, passariam a ser empresas, semelhante ao modelo de Sociedade Anônima Desportiva adotado em Portugal e na Espanha.

Estava criado, portanto, um cenário positivo para que os clubes passassem a terceirizar suas gestões esportivas, algo que foi visto com bastante frequência a partir de 1997. Dentre os clubes que firmaram parcerias durante a década, além do Palmeiras, destacam-se Corinthians, São Paulo, Flamengo, Grêmio, Cruzeiro, Vitória, Bahia e Vasco. Os interessados em adquirir o controle do futebol dos clubes variavam desde bancos, fundos de investimentos e agências de marketing esportivo, até multinacionais, como a própria Parmalat, que também se aliou ao Juventude de Caxias do Sul e ao Paulista de Jundiaí.

Geralmente, esses acordos comerciais previam longa duração e envolviam uma elevada quantia tratada como "adiantamento", paga aos clubes no início do compromisso, além da promessa de contratação de jogadores de renome. Era comum, também, o interesse pela construção de estádios e exploração das propriedades comerciais dos times.

Principal rival do Palmeiras, o Corinthians primeiramente assinou contrato com o Banco Excel Econômico em 1997. O banco utilizaria seus próprios recursos para adquirir atletas que seriam de sua propriedade, mas jogariam pelo clube paulista. Além disso, receberia propriedades de marketing e teria ingerência na gestão do futebol. Apesar de vantajoso sob o ponto de vista esportivo, o acordo foi rompido pouco depois como efeito da venda do Excel ao Banco Bilbao Vizcaya Argentaria. Uma parceria efêmera assim como a relação entre o São Paulo e a Cirio, multinacional alimentícia rival da Parmalat na Itália também no futebol, detentora da Lazio. Em abril de 1999, o Corinthians assinaria um novo contrato com o fundo de pensões norte-americano Hicks, Muse, Tate & Furst (HMTF) com moldes semelhantes ao acordo anterior, mas com duração de 10 anos.

Também parceira do Cruzeiro, a HMTF oferecia altas quantias como adiantamento e, além da injeção financeira para contratação de jogadores, projetava a construção de estádios para ambos os clubes parceiros. Algo semelhante foi visto nos acordos entre Flamengo e Grêmio com a International Sports Leisure (ISL), importante agência de marketing esportivo suíça e parceira de longa data da FIFA e do COI. Sem qualquer ligação direta com seu departamento de futebol, o Vasco divulgava aquele que seria o maior contrato da história do esporte brasileiro, com o NationsBank (hoje Bank of America), ligado à exploração de suas propriedades comerciais.

Entre outros exemplos, foi um momento em que os clubes brasileiros vivenciaram alto poder aquisitivo, algo que se refletiu principalmente no grande balcão de negócios que se tornou o mercado de transferências de jogadores.

As Contratações

Dentre as diferenças entre o mercado de transferência de jogadores no Brasil e na Europa, podemos destacar que os clubes europeus podem contratar jogadores em dois momentos da temporada, apenas. No início, geralmente entre junho e agosto, quando as grandes negociações acontecem, e num breve período entre dezembro e janeiro, quando o fluxo financeiro é consideravelmente menor. Assim, o período de maior aquecimento do mercado europeu se dá, principalmente, quando a temporada do Brasil está no meio.

Com isso, atualmente é comum presenciarmos desmanches de elencos no decorrer do Campeonato Brasileiro, uma vez que a disparidade entre o que a Europa oferece, tanto em valores de salário ao atleta, quanto ao valor do passe devido ao clube vendedor, são praticamente irrecusáveis. Porém, esta realidade já foi bastante diferente, conforme demonstram alguns casos abaixo, todos com dados retirados de matérias da época e também do site Transfermarkt.

Em 1995, o Milan fechava a contratação do já citado George Weah, que viria a ser o melhor jogador do mundo naquele ano, por € 6,9 milhões, semelhante aos US$ 5 milhões que o Flamengo pagou à Parmalat pelo passe de Edmundo e ao Barcelona (US$ 7 milhões) por Romário neste mesmo ano. O português Luís Figo, melhor do mundo pouco tempo depois, desembarcaria no Barcelona pelo mesmo valor pago pela Parmalat para tirar Djalminha do Guarani (US$ 2 milhões).

Em 1996, o Palmeiras pagaria mais para repatriar o tetracampeão Viola do que a Juventus para trazer Zidane, tendência que se seguiu nos anos seguintes. Segundo matéria da Folha de 20/07/1999, o Palmeiras investiu US$ 20 milhões em contratações em 1997, enquanto o São Paulo, também com aporte externo, gastou US$ 13 milhões em 1998. O Corinthians chegaria a um total de US$ 25 milhões em 1999, mesmo ano em que o Vasco usou de US$ 14 milhões apenas para trazer Edmundo de volta, quase o dobro do que recebeu para vende-lo à Fiorentina em 1997.

O auge desse breve período de extravagância financeira dos clubes brasileiros, porém, coincidiu com o declínio do regime cambial adotado pelo governo federal, resultando na alta desvalorização do real em relação ao dólar em 1999. Em poucos meses, as parcelas mensais dos valores dos passes e também o salário dos atletas, em sua grande maioria pagos em dólar, multiplicaram-se, tornando a manutenção deste cenário inviável.

Por diferentes razões, em 2001 já estavam terminados os contratos de parceria firmados por Flamengo, Vasco, Palmeiras e Grêmio. Em 2002, Corinthians e Cruzeiro também encerraram seus contratos com a HMTL, previstos para durarem até o final da década. O legado desse período foi relacionado com intermináveis ações trabalhistas movidas contra os clubes, além de dívidas que se acumularam exponencialmente. As principais empresas envolvidas nas parcerias com o futebol, como a Parmalat, Cirio, ISL, HMTL e o Banco Opportunity, não somente retiraram seus investimentos, como também foram alvo de operações policiais mundo afora.

O cenário do futebol brasileiro no fim do século XX era insustentável, com custos elevados, receitas em queda, defasagens estruturais e dívidas impagáveis. Para piorar, os clubes do Brasil estavam na contramão de um forte movimento de profissionalização do futebol que atingiu principalmente a Europa e não foi seguido por aqui. Os jogadores brasileiros virariam alvo também dos clubes médios e pequenos, além de mercados emergentes no Leste Europeu e na Ásia.

Nenhum patrocínio envolvido no clássico Grenal em 2001. (Blog: Os Colorados Anônimos)

Nenhum patrocínio envolvido no clássico Santos x Palmeiras em 2001. (Allsport UK/ALLSPORT)

A distância entre o poderio financeiro dos clubes brasileiros em relação aos europeus tornou-se praticamente inalcançável, ainda mais por conta do aumento nos acordos de transmissão de televisão na Europa. Como demonstra Vrooman (2007), apenas na Inglaterra, os direitos de broadcastantes negociados por € 22 milhões, em 1992, explodiram para € 862 milhões em 2005. Esse aumento exponencial ocorreu em todas as grandes ligas Europeias, mas não foi acompanhado na América do Sul.

Conclusão

A equação perfeita envolvendo alto poder de investimento com abundância de talento à disposição vivenciada principalmente pelo Palmeiras durante a parceria com a Parmalat não foi mais observada no futebol brasileiro desde então. Resultado de uma extensa onda de profissionalização em suas operações, aliada a um considerável aumento em suas receitas, os clubes europeus aumentaram a distância em relação aos clubes brasileiros, que não somente não acompanharam esses processos, como muitas vezes foram no caminho inverso.

A experiência de maior profissionalização do futebol através da Lei Pelé e da terceirização das gestões esportivas dos clubes resultou em memórias afetivas para os torcedores, agraciados por efêmeros grandes times, mas em duros legados financeiros que ecoam até hoje. A impressão é que o futebol brasileiro está sempre em uma reconstrução que não tem data para terminar. Desta maneira, se faz ainda mais necessário um novo processo de profissionalização, mas desta vez feito de maneira responsável e que procure fortalecer principalmente os clubes e não somente os times.

*Marco Sirangelo é administrador de empresas pela FGV e Mestre em Gestão Esportiva pela Loughborough University no Reino Unido.

Referências

BREWER, B.D., 2017. The commercial transformation of world football and the North–South divide: A global value chain analysis. International Review for the Sociology of Sport, 1012690217721176.

CABALLERO, N., 2014. Co-Management as Administrator of Sports Sponsorship in Brazil: An Analysis of Palmeiras-Parmalat case and Fluminense Unimed-Rio. PODIUM Sport, Leisure and Tourism Review, 3 (3), pp. 25-35.

FERRARINI, G. and GIUDICI, P., 2005. Financial Scandals and the Role of Private Enforcement: The Parmalat Case. ECGI – Law Working Paper, 40, pp. 2-57.

POLI, R., RAVENEL, L., & BESSON, R., 2016. Foreign players in football teams. CIES Football Observatory Monthly Report, 12.

VIDERO SANTOS, L.M., 2002. A Evolução da Gestão no Futebol Brasileiro. São Paulo: EAESP/FGV, 127 p. (Dissertação de Mestrado apresentada ao Curso de Pós-Graduação da EAESP/FGV, I Área de Concentração: PG).

VROOMAN, J., 2007. Theory of the beautiful game: The unification of European football. Scottish Journal of Political Economy, 54(3), pp. 314-354.

Links utilizados:

Transações de jogadores:

· Romário Flamengo — Barcelona — US$ 7mi — 1995 (https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/1/10/esporte/20.html)

· Rivaldo Palmeiras — US$ 2,5–1994 (https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/8/11/esporte/16.html)

· Rivaldo La Coruña — US$ 10–1996 (https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1996/7/08/esporte/9.html)

· Cafú Roma — R$ 6,5 mi — 1997 (https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1996/7/08/esporte/9.html)

· Djalminha Palmeiras — US$ 2mi — 1995 (https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/11/17/esporte/3.html)

· Djalminha La Coruña — US$ 11mi — 1997 (https://www1.folha.uol.com.br/fol/esp/s2029994.htm)

· Tulio Corinthians — US$ 4 mi — 1997 (https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1997/1/07/esporte/12.html)

· Edmundo Vasco — 1999 — US$ 14mi https://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk0601200109.htm

· Edmundo Fiorentina — US$ 8mi — 1997 (https://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk081031.htm)

· Batistuta — Roma — US$ 33 mi — maior salário do mundo — 2000 (https://www1.folha.uol.com.br/fol/esporte/ult23052000277.htm)

· Rivaldo — Barcelona — US$ 26,7 mi — 1997 (https://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk170815.htm)

· Roberto Carlos Inter — US$ 8mi — 1995 (https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/9/17/esporte/20.html)

· Roberto Carlos Real Madrid — US$ 7mi — 1996 (https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1996/5/25/esporte/13.html)

· Caio Ribeiro Inter — US$ 5,5–1995 (https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/11/09/esporte/13.html)

· Zidane Juve — £3 million — 1996 (https://thesefootballtimes.co/2017/12/04/zinedine-zidane-the-juventus-diaries/)

· Davids Juve — Euro 8 mi — 1998 (https://www.transfermarkt.com/edgar-davids/profil/spieler/5758)

· Romario Barcelona — Euro 12 mi — 1993 (https://www.transfermarkt.com/romario/profil/trainer/5406)

· Figo Barcelona — 2,50 Mill. € — 1995 (https://www.transfermarkt.com/luis-figo/profil/spieler/3446)

· Viola Palmeiras — US$ 5,5 milhões — 1996 (https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1996/8/30/esporte/4.html)

· Seedorf Real Madrid — 8,60 Mill. € — 1996 (https://www.transfermarkt.com/clarence-seedorf/profil/spieler/4168)

· Redondo Real Madrid — 3,50 Mill. € — 1994 (https://www.transfermarkt.com/fernando-redondo/profil/spieler/5811)

· Giovanni Barcelona — US$ 7,8 mi — 1996 (https://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk15079932.htm)

· Dodô Santos — US$ 5,5mi — 1999 (https://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk15079932.htm)

· Ortega Parma — 4,00 Mill. € — 1999 (https://www.transfermarkt.com/ariel-ortega/profil/spieler/4147)

· Weah Milan — 6,90 Mill. € — 1995 (https://www.transfermarkt.com/george-weah/profil/spieler/8542)

· Edmundo Flamengo — US$ 5mi — 1995 (https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/5/25/esporte/4.html)

Clubes e Parcerias

Flamengo ISL: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk19059901.htm

Grêmio ISL: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2411199923.htm

São Paulo Cirio: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2009199901.htm

Corinthians Excel: https://www1.folha.uol.com.br/fol/esp/s2022085.htm

Corinthians Icatú: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk04129801.htm

https://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk24039913.htm

Corinthians Hicks: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk29049912.htm

Cruzeiro Hicks: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk0210199912.htm

https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,cruzeiro-fim-de-parceria-com-a-hicks,20020401p66801

Vasco Nationsbank: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk10029814.htm

Bahia Banco Opportunity: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk11029825.htm

Projeto de Lei nº 5.082 — Sociedade Anônima do Futebol — 2016 — ainda Aguardando Criação de Comissão Temporária pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados

https://epoca.globo.com/esporte/epoca-esporte-clube/noticia/2017/11/futebol-s-por-que-os-clubes-brasileiros-insistem-em-ignorar-o-mercado-financeiro.html

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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