Blog do Juca Kfouri

Bolsonaro na festa palmeirense

Juca Kfouri

Estranha a polêmica em torno da presença do presidente eleito na festa do título brasileiro.

Convidado pela direção do clube, Bolsonaro foi e desceu ao gramado para entregar medalhas e confraternizar com os vencedores.

Qual a novidade?

O rei da Suécia, foi ao gramado, cumprimentou um a um os jogadores campeões e entregou a taça para Bellini em 1958.

Dilma Rousseff entregou para os alemães em 2014.

É diferente? É, mas nem tanto.

“Ah, mas foi oportunismo”, protestam os 45% que não gostam dele.

De quem?

Do presidente alviverde ou do eleito?

Para os alienados e equivocados que acham que futebol e política não se misturam, aí está.

Misturam-se e muito, todos os dias.

O presidente da Fifa, por exemplo, discursou ontem em Buenos Aires por ocasião da reunião do G20, o conclave entre os países mais ricos do mundo.

Gianni Infantino disse que “o futebol é instrumento de paz para unir o mundo”.

Pode-se discutir se é mesmo, mas ele estava lá, fazendo política.

Bolsonaro merece carradas de críticas por seu temperamento belicoso, pela maneira como foi eleito distribuindo notícias falsas, pelo preconceito contra minorias e sobretudo, por ter como ídolo um torturador.

Não por ter ido à festa de seu time.